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Rio de Janeiro tem dia de muito frio e fortes rajadas de vento com ciclone Yakecan e a influência de uma massa de ar polar | TANIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL/EBC/ARQUIVO

O centro de baixa pressão remanescente da tempestade subtropical Yakecan traz vento muito forte a intenso em pontos do litoral do Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologias, a maior rajada até o começo da tarde de hoje chegou a 88,6 km/h na estação do Arraial do Cabo.

O vento sopra com força também na cidade do Rio de Janeiro. Também até o começo da tarde de hoje, estação oficiais do órgão indicaram rajadas de 72,4 km/h no Forte de Copacabana e 66.6 km/h em Marambaia. O vento se intensificou no final da manhã e principalmente no início da tarde na capital fluminenses, o que vai contribuir para agitação marítima e ressaca que pode ser forte em alguns pontos.


O vento forte contribuiu para aumentar a sensação de frio. Hoje cedo, no estado do Rio de Janeiro, a região serrana teve temperatura muito baixa com 2,6ºC em Nova Friburgo e 6,5ºC em Teresópolis. Na cidade do Rio de Janeiro, muito frio para os padrões locais com 11,5ºC na Vila Militar e 12,5ºC em Jacarepaguá.

Embora o vento forte no Rio de Janeiro, o centro da tempestade está muito distante do estado fluminense. O centro de Yakecan está nesta tarde na altura do paralelo 30ºS, latitude de Porto Alegre, a cerca de dois mil quilômetros a Leste da costa gaúcha. As suas bandas de nebulosidade alcançam o Rio de Janeiro e junto trazem as rajadas de vento mais intensas, apesar de o vento mais forte estar sobre o mar com velocidades ao redor ou acima de 100 km/h.


Yakecan já está distante do Brasil e vai se afastar muito mais nos próximos dias, rumando pelo Atlântico nas direções Sudeste e Leste nesta sexta-feira e durante o fim de semana, o que fará cessar qualquer influência no mar territorial brasileiro.

No Uruguai, uma pessoa morreu na passagem de Yakecan. Os dados do Instituto Uruguaio de Meteorologia indicaram rajadas de vento de 98 km/h em Rocha e Punta del Este, 87 km/h em Atlântida, 80 km/h em San José, 78 km/h em Florida, 76 km/h em Laguna del Sauce e Durazno, 76 km/h em Colonia e 74 km/h em Montevidéu e Lavalleja.

Depois da passar pela costa uruguaia, o ciclone Yakecan margeou o litoral do Rio Grande do Sul a Norte, deixando como saldo uma morte e estragos em diversos municípios com cerca de 800 mil pessoas sem luz. Houve queda de árvores, destelhamentos e colapso de estruturas. Os danos mais graves se concentraram no Litoral Norte, mas houve estragos na Campanha, no Litoral Sul, na Grande Porto Alegre e na Serra. As rajadas passaram de 100 km/h no litoral gaúcho e nos Campos de Cima da Serra atingiram 106 km/h.

Em Santa Catarina, a passagem de Yakecan pela costa trouxe vento de 108 km/h em Siderópolis, no Sul do Estado. Nos picos do Planalto Sul e na borda Serra, as estações meteorológicas da região acusaram rajadas de 157 km/h no Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra, e 126 km/h no Morro da Igreja.

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