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Um centro de baixa pressão deu origem nas últimas horas a um ciclone extratropical na costa do Rio Grande do Sul. Este sistema, ao avançar pelo Estado, trouxe chuva em todas as regiões, apesar de irregular e não suficientemente volumosa em todas as áreas, como já era antecipado.

Pontos do Leste gaúcho, para onde a MetSul indicava o risco de chuva forte e com altos acumulados, entretanto, tiveram elevados volumes entre ontem e hoje. Caso da cidade de Pelotas que anotou até 75 mm de chuva até o final da manhã de hoje, segundo dados do Cemaden. A chuva forte que atingiu a cidade ontem à tarde chegou a provocar alagamentos.

Choveu forte também em diversos pontos tanto do Litoral Norte como do Sul do Estado. Pancadas fortes foram registrados em diversos balneários do Litoral Norte. Ao Sul, em São José do Norte, a precipitação também trouxe alagamentos durante a tarde da segunda-feira.

Em Porto Alegre, a chuva acumulada em alguns bairros até o final da manhã desta terça-feira chegou a 40 mm. Significa que desde que começou a chover na tarde de ontem até a manhã de hoje a Capital anotou mais de um terço da sua média histórica de precipitação de outubro de 114,3 mm (série 1961-1990). A chuva com alguns raios e vento moderado no começo da noite da segunda-feira chegou a deixar 22 mil clientes, perto de 100 mil pessoas, sem energia na cidade. A informação é da Companhia Estadual de Energia Elétrica.

As áreas de chuva mais forte já se afastam para o oceano, mas a circulação de umidade do ciclone traz nuvens e chance de chuva localizada para pontos do Leste e do Sul do Rio Grande do Sul, alternando-se com sol, o que pode gerar arco íris.

Dada a natureza deste sistema, o que se denomina de “baixa fria”, não se pode descartar que ocorra a formação de nuvens do tipo funil ou trombas d’água (tornados sobre água) nas áreas das lagoas e na costa do Rio Grande do Sul.

O vento esperado não chega a ser intenso e deve ser fraco a moderado em quase todo o Rio Grande do Sul. No Sul e no Leste do Estado, pela maior proximidade do centro de baixa pressão, é que o vento acaba por vezes sendo moderado com rajadas fortes momentâneas. O Litoral Sul e o Sul gaúcho, em especial, podem ter vento com maior intensidade de 50 km/h a 70 km/h. O mar deve ficar agitado na costa gaúcha.

Ciclones extratropicais são absolutamente rotineiros em nossa região. O que este tem um pouco de diferente é o seu posicionamento muito perto da costa e exatamente no litoral gaúcho, quando a maioria dos ciclones extratropicais se forma por regra em latitudes mais ao Sul, especialmente na foz do Rio da Prata e no litoral da Argentina. Às vezes, entretanto, ocorre deste tipo de sistema se formar muito perto do território gaúcho.

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