Um ciclone extratropical se formou nas últimas horas sobre o Oceano Atlântico, a Leste do Sul do Brasil, a partir de um sistema de baixa pressão que trouxe no começo da semana chuva forte com temporais isoladamente severos de vento e granizo nos três estados da região.

Imagem de satélite do ciclone

METSUL/NOAA/NASA

A imagem do satélite meteorológico GOES-19 da NOAA/NASA do meio-dia desta terça (1) mostra a espiral de nuvens característica do ciclone atuando sobre o mar a Leste do Sul do Brasil.

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Não se trata de um ciclone intenso com pressão central estimada entre 995 hPa e 996 hPa na tarde e noite de hoje, o que evita maiores impactos no continente.

Os dados projetam que o sistema vai se distanciar rapidamente de terra nas próximas horas e que à medida que o ciclone se afasta para Leste-Sudeste tende a se intensificar, mas quando atingir maior profundidade já estará longe.

A circulação de umidade do ciclone é o que explica a alternância de sol e nuvens com períodos de maior nebulosidade e chuva isolada nos três estados do Sul hoje, mas não há mais risco de tempo severo e a tendência é o tempo firmar com o passar das horas.

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Uma das consequências do ciclone é impulsionar ar mais frio para o Sul do Brasil, mas, como destacado pela MetSul Meteorologia, a incursão de ar frio é fraca e será no final da semana que haverá um episódio de frio mais significativo na região.

O ciclone deixa o tempo mais ventoso em Porto Alegre, Região Metropolitana, Leste da Serra Gaúcha, Litoral Norte do Rio Grande do Sul, e no Sul e Leste de Santa Catarina, mas, no geral, o vento não é forte. Pontos mais perto da costa podem ter rajadas por vezes mais fortes, mas que depois devem ceder no decorrer da noite.