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A MetSul Meteorologia alerta para um episódio de chuva muito volumosa em parte do Rio Grande do Sul até a quinta-feira. O alerta é um reforço aos avisos que a MetSul tem feito desde o final da semana passada sobre precipitações freqüentes e com altos volumes em algumas regiões gaúchas no decorrer desta semana. A instabilidade, enfatizamos, não irá trazer chuva volumosa em todo o Estado, mas em algumas regiões os acumulados vão ser excessivos e devem ficar próximos da média histórica de precipitação de agosto todo em apenas 72 horas.

Bloqueada pela massa de ar quente e seco que atua sobre quase todo o território do Brasil e cobre parte da Região Sul, a instabilidade vem atingindo faz alguns dias o Sul e parte do Oeste gaúcho com chuva e períodos com trovoadas e até granizo. Isso determina que haja uma enorme diferença de temperatura entre o Sul e o Norte do Estado por vários dias seguidos com gradiente térmico de até 20ºC entre os extremos do Rio Grande do Sul.


O cenário deve começar a mudar nesta terça-feira à medida que a chuva deve avançar em direção ao Norte, mas ainda atuando mais na Metade Sul e em parte do Oeste. Cidades do Noroeste e do Norte do Estado podem ter pela primeira vez chuva após vários dias com ar seco, quente e fumaça, mas as precipitações serão irregulares e mal distribuídas.

Muitas nuvens cobrem o Rio Grande do Sul nesta terça-feira, mas o sol até vai aparecer durante o dia em vários pontos, especialmente da Metade Norte que segue com fumaça. O Oeste e o Sul têm maior instabilidade com chance de chuva a qualquer hora do dia. A chuva avança mais para o Norte nesta terça, mas na Metade Norte as precipitações devem ser isoladas e passageiras, exceção de pontos do Noroeste. Há risco de chuva localmente forte. Mais ao Norte e o Nordeste gaúcho sequer chove em diversos municípios. Porto Alegre e região metropolitana têm chance de períodos de chuva nesta terça em dia que vai ser de muitas nuvens e ameno.

A instabilidade mais intensa no estado gaúcho, entretanto, deverá ocorrer entre quarta e as primeiras horas da quinta-feira. Será quando os maiores volumes de chuva devem ser registrados em várias regiões. É o período que, por exemplo, Porto Alegre e a área metropolitana devem ter os seus maiores volumes, especialmente da tarde para a noite de quarta-feira até o começo da quinta, quando podem ocorrer pancadas fortes a ocasionalmente torrenciais em alguns momentos, cedendo e cessando a instabilidade depois.

Todos os modelo numéricos analisados pela MetSul Meteorologia coincidem em indicar uma faixa de chuva muito volumosa entre o Oeste e o Leste do Rio Grande do Sul que cruza o território gaúcho com volumes que devem ficar perto ou acima de 100 mm, mas com acumulados em algumas áreas entre 100 mm e 150 mm.

O que os modelos divergem é o exato posicionamento desta faixa de chuva excessiva. Uns colocam inclinam mais no sentido Sul e outros posicionam a chuva cerca de 100 a 200 quilômetros mais para o Norte. Esta é a grande dificuldade de prognóstico porque algumas poucas dezenas de quilômetros podem ter grandes diferenças de volumes.

Os mapas a seguir deixam evidente esta discrepância. São projeções dos modelos Icon (Alemanha), CMC (Canadá) e o WRF da MetSul de chuva acumulada em 72 horas até às 9h de quinta-feira. Como se observa, o modelo WRF direciona a faixa de chuva mais para o Sul com volumes muito altos nas áreas de Pelotas, Rio Grande e São Lourenço do Sul. O modelo canadense aponta a chuva volumosa mais para o Norte, no limite de Porto Alegre. O modelo alemão tem um posicionamento intermediário entre o WRF e o modelo canadense.

Em razão do quadro apresentado de chuva volumosa, com potencial de chuva superior a 100 mm e até de 150 mm ou mais em alguns pontos, alerta-se para o risco de ocorrência de alagamentos e rápida elevação dos níveis de arroios e córregos. Este risco é válido para estas áreas do Oeste ao Leste do Rio Grande do Sul compreendias nas projeções dos modelos, a despeito da divergência do posicionamento exato da chuva mais excessiva.

O risco maior neste episódio de instabilidade é chuva volumosa em parte do Rio Grande do Sul, mas não podem ser descartados temporais isolados. A chuva em muitos locais virá com raios e trovoadas, o que pode trazer granizo isolado junto e ocasional vendaval localizado, sobretudo na Metade Norte no caso do vento. 


A pressão atmosférica cai muito na quarta-feira, a valores ao redor de 1000 hPa, o que com o ingresso de ar quente em altitude, pode gerar tempo severo isolado no Rio Grande do Sul.

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Na quinta, apesar de chuva em parte do dia em algumas regiões, o tempo deve firmar na maior parte do estado gaúcho com o ingresso de ar seco e frio que depois garantirá uma sequência de dias de sol e temperatura agradável.

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