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O mês de janeiro reserva um alívio para a estiagem em muitas áreas do Sul do Brasil. Espera-se um aumento da chuva, inclusive substancial em algumas áreas, em vários pontos dos três estados do Sul. A perspectiva, conforme a análise da MetSul, é de que vários municípios possam até terminar janeiro com chuva acima dos valores históricos do mês.

Preste atenção! Será um alívio e não o fim da estiagem. E, assim como em algumas regiões os índices de precipitação devem ficar acima da média, em outros janeiro terá chuva abaixo das normais do mês. A maior probabilidade de chuva acima da média vai se dar em pontos da Metade Norte do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e o Paraná.


Já nesta primeira semana de janeiro se espera um aumento da chuva em grande parte do Sul do Brasil. O mapa abaixo mostra a projeção de chuva para sete dias do modelo meteorológico alemão Icon, disponível ao assinante na seção de mapas do site. Observa-se a tendência de chuva com maiores volumes, por exemplo, no Oeste, Noroeste e Norte do Rio Grande do Sul.


O modelo meteorológico europeu em sua projeção semanal sinaliza que a chuva em janeiro no Sul do país aumentaria mais durante a segunda metade do mês. A soma da chuva da primeira semana com o que se projeta para a segunda quinzena é que permitiria que janeiro terminasse com índices de precipitação acima da média em diversas cidades.

Como que pode ter chuva acima da média em algumas regiões em janeiro se há La Niña? Não há nenhuma surpresa. Desde a metade do ano, quando a MetSul alertava para o alto risco de o verão ser com La Niña e com risco de perdas de produtividade no milho e na soja em razão de estiagem, já se destacava que janeiro poderia ter aumento da chuva e até ter volumes acima da média em parte do Rio Grande do Sul.

Isso porque, historicamente, analisando os dados de chuva de todos os verões com La Niña das últimas décadas, observa-se a tendência de aumento da chuva em parte do Rio Grande do Sul e do restante do Sul do Brasil em janeiro, notadamente na segunda metade do mês. Ocorre que em muitas áreas que a chuva aumenta em janeiro volta a secar muito entre fevereiro e abril.

A chuva que deve vir agora em janeiro chega tarde para muitos produtores de milho que hoje enfrentam perdas totais ou quase totais em suas lavouras não irrigadas. A chuva, contudo, vai ser um alento para a soja que tem seu período de maior demanda hídrica entre o fim de janeiro e o começo de março.

Neste momento, mais de 70 municípios do Rio Grande do Sul já decretaram situação de emergência em razão da estiagem e Hulha Negra, na Campanha, já enfrenta racionamento de água. Se por um lado o aumento da chuva em janeiro traz alívio para as lavouras, o aumento da umidade que favorecerá mais chuva criará condições favoráveis também para que haja mais temporais no Sul do país e que podem ser fortes a severos localmente com a temperatura alta desta época do ano.

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