Porto Alegre (foto) teve 100 mm entre ontem e hoje com alagamentos | MARIA EDUARDA FORTES/CORREIO DO POVO

Cenas de estradas cobertas por água, cidades alagadas, rios transbordando e estragos pela chuva retornaram hoje ao Rio Grande do Sul. Volumes muito altos de chuva caíram em cidades do Oeste, do Centro e do Sul do estado, trazendo uma série de inconvenientes para a população e mais estragos, tal como a MetSul alertava.

Os estragos e problemas que se observaram em muitas cidades hoje eram inevitáveis diante da quantidade de chuva que caiu e que se somou aos elevados volumes dos primeiros dez dias do mês. Só ontem, várias cidades anotaram chuva com volumes de 100 mm a 150 mm, logo algumas tiveram apenas na quarta-feira precipitação equivalente a média histórica de chuva de todo o mês.

Os volumes de chuva de segunda até hoje no fim da tarde na rede do Instituto Nacional de Meteorologia foram 207 mm em Caçapava do Sul, 154 mm em São Gabriel, 153 mm em Encruzilhada do Sul, 150 mm em Camaquã e 147 mm em Santiago.


Choveu ainda no período na rede do Inmet 134 mm em São Vicente do Sul, 127 mm em Mostardas, 122 mm em Canguçu e em Santa Maria, 120 mm em Alegrete, 114 mm em Rio Grande, 113 mm em Rio Pardo, 111 mm em Tupanciretã e Dom Pedrito, 108 mm em Bagé, 104 mm em Capão do Leão e 102 mm em Bagé.

Já na rede do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres, no mesmo período, a chuva foi a 179 mm em Rosário do Sul, 177 mm em Cachoeira do Sul, 171 mm em São Lourenço do Sul, 136 mm em Pedro Osório, 124 mm em Candelária, 121 mm em Nova Palma, 119 mm em Pelotas e 109 mm em São Borja.

Chuva na Grande Porto Alegre

Na Grande Porto Alegre, chuva da terça e hoje até 18h somou 130 mm em Viamão, 113 mm em Gravataí, 112 mm em Eldorado do Sul, 111 mm em Sapucaia do Sul, 110 mm em Canoas, 95 mm em Alvorada, 92 mm em Campo Bom, 88 mm em São Leopoldo e 85 mm em Novo Hamburgo. Porto Alegre, no mesmo período, anotou 100 mm em Belém Novo, 97 mm na zona Norte, 95 mm no Centro e 78 mm no Jardim Botânico.


Às 18h, por chuva e efeito de represamento pelo vento do quadrante Sul, o nível do Lago Guaíba estava em 2,41 metro no Cais Mauá. O Rio Gravataí estava elevado, o que traz risco de alagamento no Arroio Feijó, e o Rio dos Sinos começava a subir novamente no Vale do Sinos. Em Canoas, pelo Guaíba muito alto, o Sinos provocava inundação na praia de Paquetá.

Rios agora preocupam

A grande preocupação agora é com os rios que cortam o Centro, o Oeste e o Sul do estado. A chuva pode parar, mas em várias cidades os problemas aumentarão com rios saindo do leito em diversos pontos e com inundações. Cidades que já passam por enchentes, como Rosário do Sul e Alegrete, terão agravamento da situação com maior elevação de rios como o Santa Maria e o Ibirapuitã.

Previsão do tempo

Muitas nuvens ainda cobrem o estado entre a madrugada e manhã de hoje com garoa e chuva na maioria das cidades por conta da circulação de umidade de um ciclone na costa. À medida que o ciclone se afasta no decorrer do dia, ar mais seco associado a um centro de alta pressão ingressa e o tempo melhora com sol e nuvens na maioria das cidades.

No Leste e no Nordeste gaúcho, porém, ainda haverá mais nuvens e chance de precipitação. Dia terá temperatura baixa para a metade de setembro e faz frio. Máximas muito baixas na Serra, até abaixo de 10ºC na área de São José dos Ausentes. Vento sopra por vezes moderado com rajadas no Sul e no Leste gaúcho.


Na sexta e no fim de semana, com a influência de um centro de alta pressão, o tempo firme vai predominar com muito sol. A temperatura vai se elevar rapidamente durante o fim de semana e a tendência é de um domingo de sol e forte calor durante a tarde em vários municípios.