Chuva orográfica pode trazer precipitação por vezes localmente forte a intensa entre hoje e sábado no litoral de São Paulo e no estado do Rio de Janeiro com o fluxo de ar úmido e frio vindo do oceano que vai encontrar a Serra do Mar.

FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL/EBC

O tempo segue instável na Baixada Santista e outros pontos do Litoral de São Paulo hoje (22), amanhã (23) e ainda durante o sábado (24) e o domingo (25). Tempo mais fechado e com maior instabilidade nesta quinta e na sexta enquanto no fim de semana podem ocorrer momentos de melhoria.

Assim, o litoral de São Paulo deve ter ainda mais chuva, e que em alguns pontos pode ser forte, que vai se somar aos volumes já elevados de precipitação registrados até agora na semana.

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Dados da rede do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden) mostram chuva acumulada desde o começo da semana de 192 mm em Peruíbe, 152 mm em Praia Grande, 141 mm em São Vicente, 136 mm em Cubatão e Bertioga, 122 mm em São Sebastião, 119 mm em Santos e 116 mm no Guarujá.

Também o Rio de Janeiro seguirá recebendo umidade vinda do mar em baixos níveis da atmosfera com o agravante que uma baixa pressão no oceano vai intensificar o fluxo de umidade em altitude, trazendo mais chuva.

Esta quinta (22), a sexta (23) e o sábado (24) devem ser de tempo muito instável com vários períodos de chuva na cidade do Rio de Janeiro e outros pontos do território fluminense. Alerta-se que a chuva pode ser localmente por vezes forte a intensa com altos volumes em curto período.

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Na cidade do Rio de Janeiro, conforme dados do Alerta Rio da prefeitura carioca, choveu desde o começo da semana 131 mm no Alto da Boa Vista, 111 mm na Penha, 97 mm na Ilha do Governador, 94 mm na Tijuca e 91 mm no Jardim Botânico.

A chuva orográfica é a precipitação induzida pelo relevo. Umidade que vem do oceano, trazida por vento, ao encontrar a barreira do relevo da Serra do Mar, ascende na atmosfera e encontra temperatura mais baixa à medida que ascende na atmosfera com camadas mais frias. Isso leva à condensação e à ocorrência de chuva induzida pelo relevo.

O ar mais úmido encontra um obstáculo físico que é o relevo e ao chegar nesta barreira que são os morros sobe na atmosfera e encontra temperatura mais baixa, condensando-se o vapor de água e formando chuva, não raro muito forte e com altos acumulados em curtos períodos.