A MetSul Meteorologia alerta que quatro estados entre o Sul e o Sudeste do Brasil têm alto risco de cheias de rios com enchentes nos próximos dias como consequência de um episódio de chuva excessiva e que, localmente, pode trazer até acumulados extremos.

Mapa de risco de enchentes

COPERNICUS

O mapa acima mostra o risco de cheias de rios nos próximos dias com base no modelo hidrológico alimentado pelo modelo meteorológico europeu pelo sistema de alerta da União Europeia chamado de GloFAS.

O denominado GloFAS (Global Flood Awareness System) é um sistema global de previsão e monitoramento de cheias de rios desenvolvido pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), em parceria com a Comissão Europeia. Seu modelo hidrológico simula o ciclo da água nas bacias hidrográficas, combinando previsões meteorológicas de precipitação com informações sobre características do solo, relevo, cobertura terrestre e redes de drenagem.

De acordo com as projeções do GloFAS, diversos rios nos estados de Santa Catarina, Paraná e do interior de São Paulo podem apresentar condições de cheia com risco de enchentes nos próximos dias, sendo o cenário mais grave no território paranaense. O Rio Uruguai, no Rio Grande do Sul, também merece atenção. Os níveis de risco são altos (em vermelho, no mapa) e extremos (em lilás) em várias bacias do Paraná, destacando-se os rios Iguaçu, Piquiri, Tibagi, Ribeira e Ivaí.

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O cenário é de atenção também no interior do estado de São Paulo, especialmente do Centro para o Sul do território paulista, com risco também de cheias de rios e enchentes. Os dados indicam maior perigo nas bacias dos rios das Cinzas, Tibagi, Itararé e outros.

Modelos não apresentam consenso sobre onde deve chover mais em Santa Catarina, exceto no Oeste que tende a registrar elevados volumes, mas alguns dados apontam a possibilidade de chover com altos acumulados no Norte e no Nordeste catarinense, assim que as bacias do Itajaí e Itajaí-Açu igualmente exigem atenção.

Grande parte do Rio Grande do Sul não deve registrar chuva volumosa, entretanto existe a possibilidade de chover com acumulados elevados em setores do Noroeste e o Norte do estado. Uma vez que é a parte intermediária da bacia do Uruguai, e que recebe água do Oeste de Santa Catarina, o Rio Uruguai pode voltar a apresentar cheia.

Chuva volumosa de até 200 mm a 300 mm favorecerá enchentes

O risco alto de enchentes decorre de novo período de instabilidade no Sul e Sudeste do Brasil e que vai trazer elevados volumes de chuva para partes das duas regiões, inclusive com possibilidade de acumulados excessivamente altos em alguns pontos. Serão vários dias seguidos de instabilidade, o que contribuirá para os volumes elevados.

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Há consenso entre modelos numéricos de previsão do tempo gerados por computadores que onde mais deve chover será no Oeste de Santa Catarina e no estado do Paraná, mas, especialmente, no território paranaense. Pontos do Oeste catarinense e diversas localidades do Paraná devem ter chuva no período de 100 mm a 150 mm, mas haverá locais em que a precipitação no período pode ficar entre 200 mm e 300 mm no Paraná.

Os mapas a seguir mostram as projeções de chuva para uma semana dos modelos de previsão do tempo do centro meteorológico britânico (UkMET), alemão (Icon) e do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF).

A partir dos dados, vê-se que o estado que mais preocupa outra vez é o Paraná, onde já tem chovido muito nas últimas semanas e o solo está saturado de água, agravando o risco de deslizamentos, inundações e cheias de rios com enchentes.

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