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A MetSul Meteorologia alerta que segue alto o risco de chuva volumosa nesta primeira metade da semana com acumulados excessivos e extremos isoladamente numa faixa que vai do Leste de Santa Catarina até São Paulo, embora haja risco de precipitações localmente volumosas também em setores do Nordeste do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.


O mapa acima mostra a projeção de chuva acumulada em 72 horas até 9h de quarta-feira do modelo de alta resolução WRF da MetSul, disponível ao assinante na seção de mapas com duas atualizações diárias. Observa-se a tendência no mapa de acumulados de chuva muito altos isoladamente, sobretudo no Leste de Santa Catarina, no Leste do Paraná e em São Paulo.

Os acumulados em algumas cidades nestas 72 horas, que vão se somar ao que já choveu, devem passar dos 100 mm com marcas isoladas até acima de 150 mm ou 200 mm. Acumulados muito pontuais extremos não podem ser descartados, especialmente em cidades junto ou próximas da Serra do Mar entre o Nordeste catarinense e o Leste de São Paulo.


As cidades de São Paulo e Curitiba devem seguir com tempo instável com chance de chuva a qualquer hora do dia até terça-feira. A chuva em alguns momentos pode ser moderada a forte. Em Florianópolis, a instabilidade predomina até quarta-feira e dados indicam a possibilidade de a chuva se intensificar muito entre terça e quarta com altos volumes principalmente na quarta-feira, o que poderia trazer transtornos.

A instabilidade que atua no Nordeste do Rio Grande do Sul traz instabilidade também para Porto Alegre que vai seguir com muitas nuvens e chance de garoa ou chuva nesta segunda-feira com ocasionais momentos de melhoria. Na terça e na quarta, a capital gaúcha deve ter até aberturas de sol, mas ainda são esperadas muitas nuvens e não se pode descartar precipitação passageira.

Quanto já choveu

Com o canal de umidade entre o Sul do Brasil e São Paulo (mapa) já choveu muito em várias regiões. A chuva acumulada deste fim de semana em Santa Catarina até o começo da noite deste domingo, conforme dados da Epagri-Ciram, atingia 83 mm em Timbé do Sul, 80 mm em Guaruva, 73 mm em Araranguá, 68 mm em Luiz Alves, e 67 mm em Rio do Sul e Imbituba. Jpa medições do Cemaden apontavam acumulados de 87 mm em Criciúma, 79 mm em Araranguá, 74 mm em Santa Rosa de Lima e 60 mm em Forquilinha.

Chuva muito mais volumosa em São Paulo. De acordo com dados do Cemaden, em 48 horas até 19h deste domingo havia chovido 179 mm em Ilha Comprida, 130 mm em Miracatu e Itanhaém, 128 mm em Mongaguá, 119 mm em Peruíbe, 114 mm em Mauá, 113 mm em Guarema, 107 mm em Santo André, e 101 mm em Arujá.

 Chuva orográfica

O risco de chuva mais excessiva concentra-se nesta primeira metade da semana principalmente em áreas de relevo ou próximas do “paredão” da Serra do Mar, ou seja, indicativo de que os mais altos acumulados serão resultado de chuva orográfica nestas regiões que tendem a ter chuva mais volumosa nesta primeira metade da semana.

O que é isso? É precipitação induzida pelo relevo. Umidade que vem do oceano, trazida por vento do quadrante Leste, em razão de uma massa de ar frio de trajetória oceânica e que atua na costa do Sul do Brasil, ao encontrar a barreira do relevo da Serra, ascende na atmosfera e encontra temperatura mais baixa.

Isso leva à condensação e à ocorrência de chuva induzida pelo relevo. Episódios de chuva orográfica são de alto risco porque costumam trazer acumulados de precipitação muito altos e que não raro até acabam superando as projeções dos modelos numéricos.

Os principais eventos de chuva excessiva com transtornos para a população no Leste catarinense e no extremo Nordeste do Rio Grande do Sul, historicamente, tem componente de orografia. É o que faz o Litoral Norte gaúcho ter mais chuva que o Sul quando há correntes de vento de Leste, uma vez que a costa Sul gaúcha não tem relevo a Oeste.

Risco de transtornos

Diante deste cenário de chuva localmente volumosa, a MetSul Meteorologia adverte para um cenário de alta probabilidade de transtornos e riscos para a população, especialmente nas áreas indicadas como de maior risco entre o Leste de Santa Catarina e São Paulo.

Há potencial para alagamentos e inundações em áreas urbanas e rurais com subida de rios e arroios. É alto ainda o risco de deslizamentos de terra e de queda de barreiras, de forma que populações em áreas de risco de devem estar muito atentas ante a elevada probabilidade de escorregamento de encostas. Algumas rodovias podem ter queda de barreiras com obstrução total ou parcial, não se descartando alagamento de pista em alguns pontos.

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