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A chuva que atinge o Paraná desde a semana passada proporcionou um espetáculo nas Cataratas do Iguaçu (foto da Cataratas do Iguaçu S/A). A vazão naatingiu 13 milhões de litros de água por segundo, ou dez vezes acima da média, no domingo. Por medida de segurança, as grades das passarelas junto à Garganta do Diabo foram retiradas e o acesso interditado. Em Itaipu Binacional, foi aberto o vertedouro da usina para escoar a água excedente e manter o reservatório em nível de segurança.



Conforme o portal G1, o número de municípios atingidos pela chuva no Paraná passou hoje de 38 para 55. De acordo com o último boletim, divulgado às 12h, 60.931 pessoas foram afetadas e 12.432 desalojadas. Destas, 964 ficaram desabrigadas e mais de 500 contam com a ajuda de voluntários em abrigos. Os municípios mais afetados são José dos Pinhais e Irati. As chuvas começaram semana passada e deram uma relativa trégua no fim de semana, mas voltaram a atingir todo o Paraná na segunda. De acordo com dados do Simepar (gráfico abaixo da chuva até ontem), em Guarapuava foram mais de 300 mm.


Aqui no Rio Grande do Sul, junho tem sido um mês com muitos dias úmidos. A umidade, entretanto, não se traduz em chuva. Ao contrário de Santa Catarina e o Paraná, que estão com precipitação acima da média, a maior parte do território gaúcho está com chuva em níveis abaixo da média. O movimento zonal (de Oeste para Leste) das massas de ar frio no Centro-Sul da Argentina faz com que não haja incursões de ar polar mais ao Norte, o que por um lado acentua a instabilidade no Sul do Brasil e deixa grande parte do nosso país com marcas acima da média de junho. Com a alta umidade, esfria menos à noite e as mínimas ficam acima da média aqui no Estado. Por outro lado, o mesmo ar muito úmido frustra maior aquecimento diurno e as máximas se colocam em valores próximos ou até abaixo da média em alguns pontos (gráficos abaixo do Cptec/Inpe).

Entre sexta e sábado o tempo volta a se instabilizar no Rio Grande do Sul após uma trégua nesta quinta-feira, mas no começo da semana que vem poderemos uma tão anseada sequência de dias com tempo seco, o que poderá ser garantido por uma massa de ar seco e frio de origem polar que pode ter forte intensidade. Modelos números indicam um intenso resfriamento para o começo da semana com madrugadas geladas e de geada generalizada na primeira metade da semana que vem, o que detalharemos na mídia e em futuros boletins aqui no site.

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