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Três anos depois da catástrofe do rompimento da barragem em Mariana, nova tragédia ambiental em Minas Gerais estarrece o país. O rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, cobriu de lama ontem uma extensa área do município que está situado logo ao Sul da capital Belo Horizonte.


Assim como em Mariana, também desta vez o desastre não pode ser atribuído a causas naturais. Nos 30 dias precedentes à ruptura em Mariana, em novembro de 2015, a chuva estava abaixo da média. Agora, de novo, nada de excesso de chuva. O rompimento da barragem em Brumadinho ocorreu em dia ensolarado. E num mês completamente atípico. Janeiro é o auge da temporada de chuva no Sudeste do Brasil e neste ano as precipitações têm estado bastante abaixo das médias históricas da região (mapa).

Belo Horizonte, perto de Brumadinho, por exemplo, somou apenas 78,6 mm de chuva em janeiro até ontem, a maior parte no primeiro dia do mês. Nos últimos 10 dias, a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na capital mineira teve tão-somente 14,7 mm. A média histórica de chuva parajaneiro em Belo Horizonte é de 329,1 mm.


A região da nova tragédia ambiental terá sol e nuvens neste fim de semana com possibilidade de chuva forte apenas localizada. No decorrer da próxima semana, o tempo seco vai predominar em Minas Gerais com ocorrências muito localizadas de chuva estimuladas pelo intenso calor que se espera na Região Sudeste. Em fevereiro, entretanto, a chuva tende a ficar acima da média em muitos pontos do estado de Minas Gerais.

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