Um homem se refresca nesta quinta-feira em uma fonte em Xativa, ao Sul de Valência, em meio ao calor recorde e histórico que castiga a região | JOSE JORDAN/AFP/METSUL METEOROLOGIA

A terceira grande onda de calor deste verão na península ibérica atingiu seu pico de intensidade nesta quinta-feira e a cidade de Valência, no Leste da Espanha, estabeleceu um novo recorde de temperatura máxima enquanto o país amargava marcas extremas que marcam este verão no Hemisfério Norte.

A temperatura subiu a 46,8ºC no aeroporto de Valência, quebrando o recorde anterior de 43,4ºC estabelecido em 6 de julho de 1986, informou a agência meteorológica estatal Aemet nas redes sociais.

O centro da cidade portuária mediterrânea estava mais vazio do que o normal, já que muitas pessoas ficaram em casa para se proteger do calor ou fugiram para o campo ou para as praias próximas. Quem se aventurava fora usava leques e guarda-chuvas para se resguardar do sol escaldante, ou se refrescava com água de fontes.


“Este verão foi horrível… não podemos morar em nosso apartamento”, disse Nazim Ali, morador de Valência, à AFPTV. O governo local abriu um abrigo com ar-condicionado para permitir que os sem-teto escapem do calor e tenham acesso a água, comida e chuveiros.

“À noite usamos ar-condicionado e ventilador”, disse Roberto Gimenez, outro morador. “Durante o dia tentamos sair de casa o mais tarde possível, se não temos trabalho para fazer, e vamos à praia.”

O recorde de temperatura mais alta da Espanha de 47,6ºC foi registrado em 14 de agosto de 2021, na estação meteorológica da Aemet em La Rambla, na província de Córdoba, no sul. A onda de calor que afeta a maior parte do Centro, Sul e Leste da Espanha deve diminuir nesta sexta-feira.

Os cientistas dizem que as ondas de calor se tornaram mais prováveis devido às mudanças climáticas. À medida que as temperaturas globais aumentam ao longo do tempo, prevê-se que as ondas de calor se tornem mais frequentes e intensas, e seus impactos mais generalizados.