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O boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos, a NOAA, divulgado nesta semana, indicou uma anomalia de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central (região Niño 3.4) de -1,0ºC, contra -0,9ºC na semana anterior. A marca sinaliza a continuidade das condições de La Niña no limite inferior da intensidade moderada. No Pacífico Equatorial Leste, na região Niño 1+2, a anomalia foi de -0,6ºC contra -0,7ºC na última semana.


O episódio de La Niña deste verão está entre as causas da forte seca que afeta o Uruguai e a Argentina, além de parte do Rio Grande do Sul. A maioria dos modelos de clima analisados pela MetSul aponta que este evento do fenômeno poderia durar mais um ou dois meses, mas é importante enfatizar que a atmosfera responde ainda por um tempo às condições de La Niña após cessarem as condições oceânicas. Por isso, grande parte do outono ainda terá impacto do episódio em curso do fenômeno e chuva irregular. É o que nos leva a crer que a estiagem está longe do fim em muitas cidades do Sul gaúcho.


Neste mês de fevereiro se observou uma oscilação denominada de Madden-Julian atuando com muita força no Pacífico. Essa oscilação que circunda o planeta pela região equatorial a cada 30/60 dias pelo seu comportamento de agora pode precipitar o fim do La Niña de 2017/2018, conforme algumas análises, uma vez que alterou a padrão de vento na faixa equatorial.

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