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O último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), centro climático do governo norte-americano, apontou anomalia de temperatura da superfície do mar de +1,0ºC no Pacífico Equatorial Central. Essa é a região utilizada para definir a existência dos fenômenos El Niño e La Niña. O valor de +1,0ºC apurado é o limite na escala entre as categorias de fraco e moderado.


Já no Pacífico Equatorial Leste, junto às costas do Peru e Equador, a anomalia medida foi de +0,7ºC. Isso significa que o evento do fenômeno no momento apresenta características de El Niño de Pacífico Central ou na definição de parte da comunidade meteorológica de El Niño Modoki.

Tradicionalmente, o El Niño de Pacífico Leste com águas mais quentes perto da América do Sul tendem a impactar mais o clima do Sul do Brasil, notadamente na forma de excesso de chuva.

Os modelos climáticos indicam a possibilidade de no decorrer deste outono se incrementar o aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial, do Centro até o Leste, que poderia determinar precipitação acima da média no Sul do Brasil no trimestre de abril a maio, especialmente na Metade Norte gaúcha, em Santa Catarina e no Paraná.


Uma vez que existe uma grande “piscina” de água quente abaixo da superfície no Pacífico, este episódio de El Niño deve perdurar até o inverno e talvez até mais.  

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