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Noite no meio da tarde assustou a capital paulista

Correntes de vento de Norte trazem por dez dias fumaça da região amazônica para áreas centrais da América do Sul. Antes da passagem da frente fria no domingo, a fumaça foi vista em Buenos Aires, no Uruguai e no Rio Grande do Sul.

“Rio” de fumaça no sábado (17/8) da região amazônica até o Rio Grande do Sul

A situação piorou ontem no Paraná e em São Paulo porque ao material particulado na atmosfera da Amazônia se somou uma densa pluma de fumaça originada de dois incêndios enormes em vegetação no Norte do Paraguai e Bolívia.

Marrom representa densa fumaça vinda do Paraguai e Bolívia

O fogo, já controlado, no pantanal paraguaio queimou mais de 21 mil hectares perto da fronteira com o Brasil. Dezenas de pessoas receberam atendimento médico por intoxicação e chegou a chover fuligem.

Desastre ambiental no Paraguai

Na Bolívia, o incêndio seguia fora de controle ontem na área de Roboré, departamento de Santa Cruz. A população pedia ajuda internacional para combater o fogo. 

A soma destes dois incêndios gerou uma densa pluma de fumaça, de cor marrom nas imagens de satélite e não branca como a que vem da Amazônia, que avançou sobre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Sul de Minas Gerais, deixado o céu cinzento ou laranja nestas regiões.

Mal se conseguia ver o sol na manhã de ontem em várias cidades do Norte do Paraná e do interior paulista tal era a quantidade de fumaça em suspensão na atmosfera destas regiões.

O dia virou noite no meio da tarde na cidade de São Paulo e assustou muita gente. A luminosidade já cairia muito com nuvens carregadas de uma frente fria, mas a interação da nebulosidade com a pluma de fumaça fez o céu escurecer ainda mais na capital paulista, dando um aspecto noturno ao período da tarde.  

A escuridão em grande parte foi causada por nuvens de desenvolvimento vertical, mas a redução de luminosidade foi drástica porque às nuvens se misturou a densa pluma de fumaça sobre o estado paulista.

 

 

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