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O degelo na Antártida neste verão impressiona os cientistas. Nunca houve tão pouco gelo marítimo no começo do ano desde o início das medições por satélite em 1978. Cobertura de gelo marítimo hoje está 1,88 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média histórica 1981-2010.


Gelo marítimo na Antártida vinha crescendo, apesar das oscilações normais, mas desde a primavera de 2016 inverteu-se a curva de tendência e começou trajetória declinante que se acentuou no fim de 2018. Hoje, áreas do Oceano Sul que sempre estiveram congeladas pela primeira vez não têm gelo. 

Por que a Antártida importa? O continente tem importante influência no clima da América do Sul em qualquer época do ano. A chamada Oscilação Antártica, associada ao comportamento da pressão atmosférica ao redor do continente gelado, influencia o padrão de chuva em território brasileiro, por exemplo.

Estudo publicado há alguns anos por pesquisadores da UFRGS destacou uma mudança na trajetória do ar frio em direção à América do Sul. De acordo com o estudo, as incursões polares que atingem o Brasil se originam no Mar de Bellinghausen, a Oeste da Península Antártica. Os pesquisadores, contudo, defendem que houve mudanças.


O aquecimento da Terra teria alterado a dinâmica da atmosfera com vento mais forte. Estes se originam do Oceano Pacífico e podem ter deslocado, segundo estes cientistas, a origem das massas frias para o Mar de Weddell, no outro lado da Península Antártica. Estas massas de Weddel são mais frias por existir maior cobertura de gelo no mar e atingiriam o Brasil em épocas distintas das massas de ar polar tradicionais. 

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