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Um documento de centenas de páginas, escrito por mais de 500 cientistas de 65 países, publicado ontem pela Sociedade de Meteorologia dos Estados Unidos, faz um retrato do clima planetário no ano passado. Os números e dados do “State of the Climate 2017” mostram um crescentemente preocupante clima planetário.


O que diz o trabalho? O ano de 2017 foi o 3º mais quente dos dados históricos dos últimos 150 anos. Os três mais quentes são 2015, 2016 e 2017. A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, com base nos registros modernos e paleoclimatológicos em gelo, foi o mais alto dos 800 mil anos com uma média anual de 405 ppm (partes por milhão). Níveis de metano e óxido nitroso também atingiram também recordes. Os níveis dos oceanos no planeta seguiram subindo. Aumentaram 7,7 cm desde 1993 e crescem na média de 3,1 cm por década.

O Ártico anotou a sua menor cobertura máxima de gelo marítimo no inverno desde o início dos dados 38 anos atrás. Situação semelhante no outro extremo. No dia 1º de março de 2017, a cobertura de gelo marítimo na Antártida foi de só 2,1 milhões de quilômetros quadrados, o menor valor diário da série histórica.

O processo de degradação iniciado em 2014 de recifes de corais ao redor do planeta prosseguiu e algumas áreas tiveram mais de 95% de mortandade de corais nestes três anos.


O número de ciclones tropicais no ano passado foi de 85, pouco abaixo da média 1981-2010 de 82, entretanto alguns foram devastadores e com elevado número de perdas humanas.

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