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Antártida tem mais um inverno de gelo marinho abaixo da média histórica | RAPHAEL SANE/BIOSPHOTO/AFP/METSUL METEOROLOGIA

A cobertura de gelo marinho na Antártida é a segunda menor no inverno desde que se iniciaram as medições em 1979, de acordo com dados processados em tempo real por centros mundiais de monitoramento nos Estados Unidos e na Europa.

A extensão média do gelo marinho da Antártida em junho de 2024 foi de 12,2 milhões de quilômetros quadrados. O número corresponde a 1,6 milhão de quilômetros quadrados (ou 12%) abaixo da média de junho de 1991-2020.

Foi a segunda menor extensão de cobertura de gelo marinho para junho no conjunto de dados de satélite de 46 anos, atrás do recorde de -16% observado em junho do ano passado, mostram os dados por satélite.

Os dados mostram ainda que junho de 2024 marcou o terceiro ano consecutivo que foi caracterizado por uma grande anomalia negativa da cobertura de gelo marinho na Antártida no mês de junho.

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O padrão de anomalias de concentração de gelo marinho em torno da Antártida em junho teve alguma semelhança com o padrão de anomalias que foi observado em maio, particularmente nos setores do Pacífico Sul e do Atlântico Sul.

Conforme as medições por satélites, as concentrações de gelo marinho bem abaixo da média foram proeminentes no Mar de Amundsen, no Nordeste de Ross e a Leste do Mar de Weddell, de cerca de 20°W a 100°E de latitudes.

Concentrações acima da média prevaleceram em ambos os lados da Península Antártica, perto da América do Sul, no Mar de Bellingshausen e no Norte do Mar de Weddell. As anomalias de concentração foram mistas no setor do Pacífico Ocidental (100°–180°E de latitude).

O que se observou em junho se mantém agora em julho. É altamente provável que julho termine com a segunda menor cobertura de gelo marinho na Antártida desde o início das medições em 1979, somente atrás do recorde de menor cobertura de julho de 2023.

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ZACK LABE

Ao contrário do Ártico – uma bacia oceânica rodeada por terra – a Antártida é um grande continente rodeado por um oceano. Devido a esta geografia, o gelo marinho tem mais espaço para se expandir no inverno. Mas esse gelo também se estende para latitudes mais quentes, levando a um maior derretimento no verão. O gelo marinho da Antártida atinge o pico em setembro (final do inverno no Hemisfério Sul) e geralmente diminui ao mínimo em fevereiro.

COPERNICUS

Desde o início das observações por satélite, em 1979, até 2014, o gelo marinho total da Antártida aumentou cerca de 1% por década. Não se sabe se o aumento foi um sinal de mudança significativa porque a extensão do gelo varia consideravelmente de ano para ano em torno da Antártida.

Durante três setembros consecutivos, de 2012 a 2014, os satélites observaram novos máximos recordes para a extensão do gelo marinho no inverno. Nos últimos anos, porém, a tendência se inverteu e não se sabe se brevemente ou se trata de um novo normal.

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