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O índice de raios ultravioleta (IUV) atingiu níveis extremos no Sul do Brasil nesta quarta-feira e seguirá em valores muito altos a extremos no decorrer desta quinta-feira, com os maiores valores previstos entre o final da manhã e o começo da tarde, quando deve se evitar a exposição mais prolongada ao sol.

SISTEMA COPERNICUS

O mapa acima mostra a projeção do índice UV para o meio-dia desta quinta-feira com base no modelo CAMS, do Sistema Copernicus, da União Europeia. Grande parte do Sul do Brasil terá no horário índices de raios ultravioleta em valores extremos, ao redor ou acima de 15.


Os altos índices UV se devem ao tempo muito aberto que se registra na Região Sul. O céu está claro, com ausência de nuvens, ou com escassa nebulosidade, em praticamente todo o Sul do Brasil por conta da atuação de um centro de alta pressão.

O tempo muito aberto decorre de uma massa de ar seco que atua associada ao centro de alta depois do ingresso de uma massa de ar frio fora de época que trouxe até geada nos locais mais altos do Sul do país no amanhecer desta quarta-feira.


Com a atmosfera seca e a umidade relativa do ar baixa, o céu fica claro ou quase sem nuvens, a temperatura cai acentuadamente à noite e se eleva muito rapidamente de dia em condição típica que se observa nas áreas de deserto.

É exatamente o que se prevê para esta quinta com tempo frio ou ameno cedo da manhã, conforme a cidade, e forte calor durante a tarde. A umidade do ar estará bastante baixa em várias cidades na tarde desta quinta, propiciando o tempo aberto com marcas muito altas nos termômetros.

O que é o Índice UV

Os valores IUV são agrupados em categorias de intensidades, segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os raios ultravioletas A (UVA) têm incidência regular durante o ano todo, não diminuem no inverno e penetram profundamente na pele.

Os raios UVA são de médio grau de intensidade e responsáveis por manchas e rugas. Por sua vez, os raios ultravioletas B (UVB) alternam sua intensidade em alguns períodos do ano, e aumentam muito no verão, principalmente nas horas de maior radiação solar do dia (das 10h às 16h), aumentam o risco de câncer e têm alto grau de intensidade.

O IUV efetivo leva em consideração o IUV máximo obtido a partir das condições de céu limpo e meio dia solar, critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde e as condições de nebulosidade na atmosfera em tempo quase real. A atualização do IUV corrigido é possível devido ao uso de imagens de satélites meteorológicos.

Cuidados com o sol

O Rio Grande do Sul é o estado que tem maior incidência de câncer de pele no Brasil, o que exige de sua população que redobre os cuidados na exposição ao sol. A taxa recorde de incidência entre todos os estados do país se explica pelo fato de mais de 80% da população possuir pele clara.

“O Estado conta com uma grande população de origem europeia, e muitos agricultores ficam expostos ao sol sem a proteção necessária. Isso aumenta muito a incidência de casos”, diz o cancerologista Sérgio Roithmann, do Hospital Moinhos de Vento. Ele explica que a maioria dos casos é de tumores agressivos, mas o melanoma pode ser bem mais grave.

Exposição excessiva ao sol – principal fator de risco -, cabelos e olhos claros, sardas, história prévia de câncer de pele na família e pintas escuras pelo corpo devem ser observados e investigados por um médico, advertiu.  O diagnóstico precoce possibilita uma alta chance de cura na fase inicial do câncer de pele. Os médicos recomendam o autoexame e que conheçam suas pintas, verificando assimetria, borda, cor e diâmetro. Ao identificar algo diferente, a orientação é buscar um dermatologista e fazer uma avaliação.

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