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Temporais fizeram estragos no Rio Grande do Sul no primeiro dia do verão | JG NEWS

O primeiro dia do verão no Rio Grande do Sul foi marcado por temporais. Chuva intensa, granizo e vendavais atingiram diferentes pontos do estado. As tempestades em alguns municípios foram severas com estragos por vendavais e pedras de granizo de maior diâmetro. Houve ainda chuva localmente intensa a extrema com registro de inundações repentinas.

Os temporais do primeiro dia do ano se deram um ambiente comum nos meses de verão com ar quente e úmido de origem tropical que forma nuvens carregadas principalmente em horas da tarde para a noite. A atmosfera sobre o Sul do Brasil, em particular no Rio Grande do Sul, estava muito quente e úmida.


Calor e umidade são os principais ingredientes para chuva e tempestade ao longo dos meses de verão. Embora sistemas de grande escala, como frentes frias sigam atuando com chuva e temporais, o ar tropical quente e úmido tende a favorecer precipitação e tempo severo, mas de forma mais localizada que nos sistemas meteorológicos grandes.

Por isso, quando se prevê o clima para médio e longo prazo nesta época, a Meteorologia atenta tanto para a umidade como para a temperatura. Se os dados apontam maior presença de ar úmido sob temperatura mais alta do que o normal, a tendência vai ser inevitavelmente maior frequência de chuva e tempestades.


É exatamente esta a tendência para o Rio Grande do Sul nesta verão de 2023-2024 sob a influência do fenômeno El Niño, atualmente com forte intensidade no Oceano Pacífico. O aquecimento das águas do Pacífico favorece tanto maior umidade como mais altas temperaturas no estado gaúcho durante o verão.

Temporais como da sexta-feira, assim, apesar de comuns nesta época do ano, tendem a ser mais frequentes do que o habitual no território gaúcho ao longo desta estação no estado gaúcho com risco aumentado de vendavais e episódios isolados ou regionais de chuva extrema.

Estes temporais muito intensos e por vezes destrutivos tendem a ocorrer principalmente em dias de calor excessivo. Um memorável é o de 29 janeiro de 2016 em Porto Alegre, sob forte El Niño, quando a capital teve vento extremamente forte, muitos estragos e a queda de milhares de árvores. Naquele dia, a máxima em Porto Alegre no bairro Jardim Botânico foi de 36,8ºC.

A combinação de calor com maior umidade pelo El Niño pode trazer ainda eventos locais ou regionais de chuva extrema no verão, como se viu nesta sexta-feira no município de Cachoeira do Sul. Em 2010, sob forte El Niño, houve a queda da ponte em Agudo, no Centro do estado, por uma cheia do Jacuí em consequência de chuva excepcional na região.

Naquele janeiro, Porto Alegre teve 173 mm, valor acima da média histórica, mas marca que não foge muito ao normal. Já Santa Maria foi a 406 mm em janeiro de 2010, ou seja, foi um evento de chuva excessiva mais concentrado e localizado no Centro do estado o que levou à queda da ponte naquele ano.

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