Portais de internet publicaram que um “mini-furacão” vai se formar no Sul do Brasil e vai atingir outras regiões do Brasil. A afirmação evidentemente falsa foi publicada por portais como o TNH1 de Alagoas, O Tempo de Minas Gerais e Gazeta de São Paulo do estado paulista.

REPRODUÇÃO
O jornal O Tempo de Belo Horizonte afirma que “o termo “mini-furacão” costuma aparecer quando um ciclone extratropical se forma no Sul e puxa uma frente fria com chuva e vento”, o que não é verdade. Nenhum meteorologista definiu até hoje ciclone extratropical como “mini-furacão” porque tecnicamente não há comparação.
Já o portal TNH1 desinforma que “um sistema associado a um ciclone extratropical — popularmente chamado de “mini-furacão” — avança pelo país e muda o cenário climático”. Outra afirmação totalmente inverídica, repetida pela Gazeta de São Paulo, uma vez que popularmente não se utiliza tal expressão.
A expressão “mini-furacão” já tinha sido utilizada em janeiro deste ano em matéria do portal catarinense ND+ sobre um ciclone extratropical absolutamente comum que se formaria no Atlântico.
Todos estes veículos de imprensa têm se notabilizado na internet por publicar com grande frequência matérias sobre tempo e clima com conteúdo enganoso, com clickbait e imagens enganosas, às vezes geradas por inteligência artificial, cujo único objetivo é atrair tráfego de internet para a página que publicou a reportagem.
Não há nenhum furacão previsto para o Brasil. Não bastasse, não existe “mini furacão” em Meteorologia. Furacão é um ciclone tropical e houve apenas um até hoje que foi documentado na América do Sul, o Catarina no Sul do Brasil em 2004.
Uma área de baixa pressão que hoje traz instabilidade para o Rio Grande do Sul vai se deslocar para o mar e deve se aprofundar sobre o oceano, mas modelos não indicam sequer um ciclone extratropical de maior intensidade, sendo que este tipo de fenômeno é corriqueiro e normal na região.
Sempre recordamos que informação meteorológica deve ser consumida somente em portais especializados que possuem rigorismo técnico, devendo se evitar portais de internet ou contas de redes socais que inventam situações inexistentes ou distorcem previsões corretas a fim de ter tráfego e engajamento.
