Os temporais que atingiram o Paraná neste sábado (7) provocaram estragos em diferentes regiões do estado e deixaram centenas de milhares de imóveis sem energia elétrica.

Foto dos estragos no Paraná

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A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou a maior contingência de 2026 em sua rede de distribuição, com um pico de 478,5 mil unidades consumidoras sem fornecimento às 17h. Às 17h30, ainda havia aproximadamente 424 mil unidades sem luz.

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A dimensão dos desligamentos superou o recorde anterior do ano, registrado em 4 de outubro, quando 325 mil unidades consumidoras foram afetadas. Segundo a Copel, trata-se do evento climático de maior abrangência sobre a rede elétrica em 2026. As equipes de manutenção foram mobilizadas em todas as regiões para trabalhar na recuperação do sistema e no restabelecimento do abastecimento.

A Região Leste, que compreende Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, contabilizava 94,8 mil unidades sem energia, sendo 52,7 mil apenas na capital. No Centro-Sul, eram 92,6 mil desligamentos, enquanto a Região Norte registrava 92,2 mil e o Noroeste, 80,9 mil. Oeste e Sudoeste tinham aproximadamente 8,5 mil unidades consumidoras sem fornecimento cada.

A Copel alertou que o avanço das tempestades em direção ao Norte e ao Noroeste do estado poderia provocar novas interrupções no fornecimento de energia durante a noite.

Além dos problemas na rede elétrica, as tempestades provocaram quedas de árvores, danos em imóveis e destruição de estruturas. Em Curitiba, foram registradas pelo menos 300 ocorrências envolvendo equipes de arborização da prefeitura, incluindo cerca de 40 quedas de árvores.

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Na Região Metropolitana, cidades como Pinhais, São José dos Pinhais e Araucária também registraram estragos. Em Pinhais, uma araucária de grande porte caiu e a estrutura de estacionamento de um condomínio desabou. Não houve registro de feridos no local.

Em Laranjeiras do Sul, o pavilhão da Comunidade São Francisco de Assis teve suas paredes derrubadas pela força do vento. A estrutura já estava parcialmente comprometida desde o temporal de outubro, quando rajadas de 124 km/h atingiram o município. Os temporais também provocaram problemas em Guarapuava, onde árvores caíram sobre a rede elétrica, derrubaram postes e bloquearam ruas.