Uma intensa onda de tempestades incomum está prevista para atingir o Oriente Médio entre amanhã (25) e 31 de março de 2026, elevando significativamente o risco de inundações em diversas regiões.

YASSER AL-ZAYYAT/AFP/METSUL
O sistema meteorológico, de grande escala, deve afetar países como Iraque, Irã e áreas da Península Arábica, incluindo os Emirados Árabes Unidos.
Modelos numéricos indicam a formação de um amplo corredor de chuva que se estende do Mediterrâneo oriental até o oeste do Irã.
Esse padrão atmosférico está associado a um sistema de baixa pressão lento e persistente, capaz de produzir precipitações contínuas por vários dias.
Os volumes acumulados de chuva podem ultrapassar 100 mm em grandes áreas do Iraque e do oeste iraniano. Em regiões isoladas, os totais podem atingir entre 150 e 200 mm. Alguns cenários mais extremos sugerem acumulados de até 500 mm — o equivalente a um ano inteiro de chuva em poucos dias.
Nos países do Golfo, como Kuwait, Catar e Bahrein, os volumes previstos são menores, mas ainda preocupantes.
Em ambientes áridos, a água tende a escoar rapidamente, aumentando o risco de enchentes repentinas, especialmente em áreas urbanas e leitos secos de rios.
Além da chuva, há previsão de tempestades convectivas na Península Arábica, com ventos fortes que podem levantar poeira e reduzir a visibilidade. Isso pode impactar o transporte terrestre e aéreo, sobretudo em regiões desérticas expostas.
Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades alertam para condições instáveis, incluindo chuvas intensas, ventos de até 45 km/h e possíveis tempestades de areia. Cidades como Dubai e Abu Dhabi estão sob monitoramento constante.
Em Omã, os impactos já começaram a ser sentidos. Inundações recentes causaram mortes após veículos serem arrastados pela água. Equipes de resgate seguem atuando em áreas afetadas, principalmente em vales e regiões baixas.
Outro fator de preocupação é a possível contaminação da chuva. Em áreas como Teerã, poluentes atmosféricos provenientes de incêndios e danos a instalações petrolíferas em bombardeios podem ser incorporados à precipitação, resultando em chuva ácida.
O cenário se agrava devido a desafios logísticos e estruturais na região, incluindo conflitos em andamento. Infraestruturas danificadas e rotas comprometidas podem dificultar a resposta a emergências.
Embora o evento seja monitorado de perto, o impacto final dependerá da intensidade da chuva e da capacidade de drenagem local. Autoridades seguem em alerta máximo diante do risco elevado de enchentes generalizadas.