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O assunto da segunda-feira na comunidade meteorológica mundial foi uma incrível tempestade de areia (haboob) com 1.500 quilômetros de extensão que varreu o Nordeste da África e pode ser monitorada quase em tempo real por imagens de satélite.

Tempestade de areia no Saara

CIRA/CSU/EUMETSAT

A densa nuvem da tempestade de areia do Saara avançou na segunda-feira sobre o Sul e o Centro do Marrocos, reduzindo drasticamente a visibilidade em cidades como Smara.

No fim da tarde, a poeira formava uma espécie de parede marrom-alaranjada que encobria o horizonte, afetando o trânsito e levando moradores a redobrar a atenção, especialmente nas estradas.

O fenômeno, descrito como um dos maiores dos últimos anos, atingiu uma área extensa do país, espalhando areia e poeira em suspensão por diversas regiões e avançando até o oceano.

Imagens no nível do solo mostraram prédios parcialmente encobertos por uma névoa espessa, com o material particulado sendo transportado por ventos fortes que carregavam grandes quantidades de areia pelo território.

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Segundo o serviço meteorológico marroquino, o episódio foi provocado por um forte gradiente de pressão entre o anticiclone dos Açores e uma baixa pressão continental, criando um corredor de vento capaz de levantar e deslocar a poeira do deserto.

Situações como essa são comuns na primavera no Norte da África, quando o aquecimento intenso do deserto favorece a formação de sistemas que impulsionam tempestades de areia.

Um haboob é uma intensa tempestade de poeira típica de regiões áridas e desérticas, causada por rajadas fortes de vento associadas a tempestades. Quando correntes descendentes de ar frio atingem o solo, espalham-se rapidamente e levantam grandes quantidades de areia e poeira, formando uma parede densa que avança pelo terreno, reduzindo drasticamente a visibilidade.