A semana começa sob instabilidade atmosférica no Rio Grande do Sul com chuva desde o começo desta segunda-feira (16) em pontos do estado a partir da formação e o avanço de nuvens com maior desenvolvimento vertical no Oeste gaúcho.

Madrugada foi de chuva forte e raios no Oeste do Rio Grande do Sul | MICKAEL SOUZA
A madrugada desta segunda-feira foi de chuva, raios e trovoadas em vários municípios do Oeste gaúcho. Dados de estações meteorológicas indicaram acumulados de chuva de 20 mm a 50 mm em pontos de localidades como Uruguaiana, Quaraí, Alegrete, Livramento e Barra do Quaraí.
Apesar da instabilidade do começo desta segunda, o sol aparece com nuvens na maior parte do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira de Carnaval, mas com períodos de maior nebulosidade.
A atmosfera segue instável sob a influência de ar quente e úmido, além de um centro de baixa pressão que atua sobre a região. Há previsão de chuva para todas as regiões gaúchas, porém de forma irregular e mal distribuída.
Não chove em todos os municípios, e muitos podem terminar o dia sem registro de precipitação. Ainda assim, onde chover, a instabilidade pode ser localmente forte, com altos volumes de chuva isolados em curto período e risco de temporais isolados com raios e rajadas de vento.
O calor prossegue em todo o estado. A combinação de temperaturas elevadas e alta umidade mantém a sensação de abafamento, típica de dias de verão.
Uma frente fria de escassa atividade e uma área de baixa pressão atuam neste começo de semana no Sul do Brasil. Com isso, a alternância de sol, nuvens e chuva deve continuar sob uma massa de ar quente e úmido de origem tropical.
Os principais dias de instabilidade no território gaúcho serão esta segunda e a terça-feira. Nesse período, a chuva tende a atingir um número maior de localidades, embora siga bastante irregular e mal distribuída.
Amanhã, o sistema de baixa pressão começa a se afastar do continente e se aprofunda rapidamente sobre o oceano, dando origem a um ciclone extratropical em alto-mar, longe da costa. As rajadas mais intensas, acima de 100 km/h, ficam restritas ao mar, sem expectativa de impactos significativos em terra.
A partir da segunda metade da semana o tempo firme passa a predominar com sol e elevação das temperaturas, especialmente no Oeste. Mesmo assim, o aquecimento diurno pode provocar pancadas muito localizadas e passageiras, típicas do verão.
