Stephany Sander/Arquivo

A forte estiagem que assola o Rio Grande do Sul, a pior em décadas, criou um ambiente propício para o alastramento de queimadas que a MetSul Meteorologia reiteradamente tem alertado. Segundo dados do monitoramento do Departamento de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o número de focos de queimadas deu um salto no Estado nestes últimos dias. 

Dados de 1° de abril até ontem  indicaram 403 focos de queimadas no território gaúcho, recorde de registros no mês em comparação a anos anteriores. No ano passado, o mês de abril teve apenas 54 registros, ou seja, em 2020 o número foi 7 vezes maior que 2019 e em torno de 5 vezes o número registrado em 2018.

Analisando os dados de 1° de janeiro a 27 de abril o Rio Grande do Sul tem 751 focos de queimadas, recorde da série histórica, superando os 547 focos registrados no mesmo período do ano de 2004, que era a maior marca anterior. No ano passado, o Estado tinha 227 focos, ou seja, o aumento foi de 230%.


Os dados da Região Sul (RS, SC, PR) somam 1.703 focos de queimadas segundo o INPE desde 1° de janeiro até ontem. Esse número é recorde para o período.  No ano passado havia 530, o que significa que houve um aumento de 221% no número de queimadas em todo o Sul do país. O recorde anterior havia sido no de 2004 com registro de 1.432 focos de queimadas.