Ciclone extratropical atua neste sábado (17) sobre o Oceano Atlântico a Leste do Rio Grande do Sul com o centro de baixa pressão na altura do Chuí. A pressão atmosférica no centro do ciclone é estimada pelos modelos numéricos em 995 hPa, logo não chega a ser um sistema intenso.

Imagem de satélite do ciclone

METSUL

A imagem do começo da tarde deste sábado do satélite meteorológico GOES-19, da NOAA e NASA, mostrava a espiral de nuvens no centro de baixa pressão característica de um ciclone extratropical.

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O sistema no mar é responsável pelo sábado de tempo ventoso em diversas cidades do Rio Grande do Sul, mas o campo de vento intenso está sobre o mar e não alcança terra no continente.

Estações meteorológicas registraram até o começo da tarde de hoje rajadas de vento de 76 km/h no Chuí; 67 km/h em Mostardas, 66 km/h em e São Lourenço do Sul, 61 km/h em e 53 km/h em Capão da Canoa, 59 k/h em Rio Grande, 57 km/h em Porto Alegre, 56 km/h em Tramandaí, 53 k/h em Rolante e 52 km/h em Campo Bom.

Como é comum em ciclones extratropicais com efeito no Rio Grande do Sul, o vento mais forte, em regra, sopra entre o meio da manhã e o começo da tarde, assim a tendência é de gradual diminuição do vento a partir de agora.

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A previsão do tempo da MetSul Meteorologia indica que o ciclone neste domingo (18) deve se afastar do continente em uma trajetória para Leste, de forma que o vento no território gaúcho tende a soprar mais fraco amanhã, embora ainda siga ventoso junto à costa.

Ciclones extratropicais são sistemas meteorológicos comuns no Atlântico Sul, associados a frentes frias e mudanças no tempo. Ocorrem durante todo o ano, mas suas ocorrências são mais frequentes e intensas nos meses de outono e no inverno, quando os contrastes térmicos favorecem sua formação e intensificação.