Um temporal atingiu a cidade de São Paulo no final da tarde e durante a noite desta terça-feira (13) com chuva intensa, queda de granizo e rajadas fortes de vento em diferentes regiões da capital. Os dados são do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

CRIS FAGA/NURPHOTO/AFP/METSUL
A chuva teve volumes elevados e concentrados em curto intervalo de tempo, o que agravou a situação em áreas mais vulneráveis. O maior índice registrado pelas estações meteorológicas do CGE foi de 75,2 mm na Vila Prudente, na região do Oratório. Na sequência aparecem Vila Maria/Vila Guilherme, com 70,4 mm, e São Mateus, onde o Parque do Carmo acumulou 55,0 mm.
Outros volumes expressivos foram observados na Mooca, com 52,4 mm no Belém, e no Jaçanã/Tremembé, com 47,8 mm no CEU Jaçanã. A chuva também foi significativa em Aricanduva/Vila Formosa, com 42,4 mm, e na Penha, onde o Rincão registrou 41,4 mm. Em Santana, no Carandirú, o acumulado chegou a 32,6 mm, enquanto a estação da Sé marcou 29,3 mm.
Volumes ainda mais altos foram observados pela Rede Telemétrica do Alto Tietê. O maior volume foi medido no Rio Tamanduateí, na região do Mercado Municipal, com 92,6 mm, indicando a intensidade da precipitação na área central e no eixo do ABC.
Em seguida, o Córrego Tatuapé acumulou 78,8 mm. O Rio Aricanduva, em diferentes pontos de monitoramento, registrou volumes elevados: 60,4 mm no ponto Aricanduva 3, 55,0 mm na Avenida Ragueb Chohfi e também 55,0 mm na foz, na Rua Alfredo Frazão. No Rio Tietê, o Belenzinho marcou 52,4 mm.
Outros registros relevantes incluem 49,6 mm no Rio Aricanduva, na Avenida Itaquera, 48,4 mm no Rio Tietê em Itaquaquecetuba e 47,8 mm no Córrego Tremembé, na Rua Garabed Gananian. O Córrego Anhangabaú, na Avenida 23 de Maio, acumulou 42,8 mm, enquanto o ponto do Aricanduva no Shopping marcou 42,2 mm.
O vento também foi um fator de preocupação durante o temporal. A maior rajada registrada chegou a 70,4 km/h em Santana, no Carandirú, às 19h20. Outras rajadas significativas foram observadas na Lapa, em Vila Leopoldina, com 50,1 km/h às 5h30, 48,1 km/h às 5h40 e 45,4 km/h às 5h50. Na região de M’Boi Mirim, junto à Barragem de Guarapiranga, os ventos chegaram a 47,6 km/h às 18h00 e 46,2 km/h em medições das 18h20 e 18h30.
Houve ainda registro de queda de granizo em pelo menos duas regiões da cidade. O fenômeno foi observado no Jaçanã às 19h45 e na Lapa às 20h00, conforme dados do CGE da prefeitura paulistana.
A MetSul Meteorologia havia alertado para o risco de chuva localmente forte a intensa com temporais, risco que persiste ao longo dos próximos dias. A previsão indica vários dias consecutivos de instabilidade, com possibilidade de alagamentos, inundações repentinas, enxurradas, deslizamentos de encostas e transbordamento de arroios e córregos.
O maior risco de chuva por vezes intensa se concentra no Leste paulista, abrangendo a capital, a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista, enquanto o interior deve ter temporais mais isolados.
A chuva será causada por convecção, processo intensificado pelo aquecimento diurno, que favorece a formação de nuvens altas e episódios de chuva forte, sobretudo entre a tarde e a noite, em especial das 15h às 21h.
Os dados analisados pela MetSul indicam que a instabilidade persiste até o fim desta semana e pode avançar para o começo da próxima. Os volumes acumulados entre hoje, amanhã e quinta-feira devem superar 100 mm em diferentes pontos do Leste paulista, podendo chegar de forma localizada a 150 mm ou até 200 mm ou mais em três dias, com episódios torrenciais capazes de somar 50 mm ou mais em menos de três horas, além de risco de raios e rajadas de vento ocasionais.
