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A temperatura mínima na estação meteorológica automática de Jingtao, na cidade de Amur, em Mohe, província de Heilongjiang, na China, caiu a -53,0°C neste domingo. Trata-se da menor temperatura já observada na província do Norte chinês e a menor temperatura mínima já registrada até hoje pelo sistema meteorológico chinês, embora o dado seja preliminar.


A China teve hoje um total de 18 estações meteorológicas registrando temperaturas de -50 °C, incluindo duas estações convencionais nacionais e 16 estações meteorológicas automáticas. Além disso, das sete vezes que Mohe registrou temperaturas de -50°C ou mais frias, três ocorreram nos últimos três dias, igualando o número recorde de dias de 1969.

Um dado notável. Enquanto Mohe, no Norte da China, teve neste domingo mínima de -53ºC, fazia calor no Sul do país com 29,4ºC em Ledong e 29,0ºC em Jinghong. A diferença de temperatura entre o Sul e o Norte da China, assim, excedia 80ºC.

Conhecida como o “Polo Norte” da China, Mohe, onde foi registrada a mínima histórica de hoje, tem um período anual de gelo e neve de até oito meses, com a temperatura mais baixa chegando a 50 graus Celsius negativos.

Em virtude de suas condições naturais de frio extremo, a cidade desenvolveu nos últimos anos diversos programas de turismo de inverno, atraindo turistas para uma “viagem extremamente fria” com um festival gigantesco de culturas de gelo.

Esta massa de ar frio que castiga a China vai se deslocar para Sudeste e atingir a península coreana (Coreias do Norte e Sul), além do Japão, levando frio extremo também para estes países.

Após a onda de frio varrer o Nordeste da China, o Japão e a Coreia também terão uma queda significativa de temperatura com a previsão indicando até -17°C em Seul e -6°C em Tóquio. A temperatura mais baixa em Tóquio desde 1950 é de -6,3°C, o que pode ser igualado ou batido.

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