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Mário Andrade

Um raro dia de calor até agora na primavera foi o que se teve nesta quarta-feira com ar quente atuando no Rio Grande do Sul horas antes da chegada de um centro de baixa pressão que já traz chuva em diversas regiões gaúchas. Em um grande número de cidades do Estado foi o primeiro dia de calor, considerando máxima de 30ºC ou mais, desde que teve início a estação das flores.

Em Porto Alegre, por exemplo, a máxima na estação do Instituto Nacional de Meteorologia no bairro Jardim Botânico foi de 31,1ºC. Foi a maior temperatura máxima na capital gaúcha desde 22 de agosto, quando fez 32,6ºC e o primeiro registro acima de 30ºC na cidade desde 12 de setembro, dia em que a máxima oficial de Porto Alegre atingiu 30,4ºC. Foram assim 31 dias sem uma máxima sequer acima de 30ºC na Capital, o segundo mais longo período do ano, só atrás do intervalo entre 6 de junho e 18 de agosto. Em Campo Bom, no Vale do Sinos, a máxima de hoje de 31,3ºC foi a primeira em outubro que atingiu os 30ºC. Foi a mais alta desde 2 de setembro, quando os termômetros indicaram 31,8ºC na cidade.


Não só Porto Alegre e Campo Bom registraram calor na tarde desta quarta-feira. As máximas chegaram a 33,5ºC em Porto Xavier, 33,0ºC em Feliz, 32,6ºC em Teutônia e Parobé, 32,4ºC em Canoas, 31,7ºC em Santa Rosa, 31,6ºC em Lajeado, 31,5ºC em São Leopoldo, 31,4ºC em São Luiz Gonzaga, 30,6ºC em Santa Maria, e 30,3ºC em São Vicente do Sul.


A temperatura segue elevada nesta quinta em dia que vai ser abafado, mas não com máximas tão altas quanto ontem. E o tempo quente para por aí. Nova massa de ar frio ingressa no Rio Grande do Sul na sexta-feira e trará temperatura amena a agradável, com noites frias, até a metade da próxima semana. Nos dez dias depois desta quinta, os dados não indicam nenhum dia com máxima de mais de 30ºC em Porto Alegre.

Assim como a MetSul explicou, resfriamento do Pacífico e fase negativa da Oscilação Antártica estão provocando maior frequência de massas de ar frio nesta primavera. Com o enfraquecimento do cinturão de vento ao redor da Antártida, há uma maior ondulação das correntes de jato e aumento da frequência de frentes frias e incursões de ar frio na América do Sul.

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