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A primavera climática chegou com muito vento na Nova Zelândia e estragos em diversas áreas do país em consequência das tempestades. O serviço meteorológico nacional neozelandês chegou a emitir um raro alerta vermelho por fortes ventos para este começo de semana em parte do país com a expectativa de danos na parte do Sul da Nova Zelândia com queda de árvores, linhas de transmissão de energia, e destelhamentos. Os alertas vermelhos são reservados apenas para os eventos de clima mais extremos, onde impactos e interrupções significativos são esperados para a população.

Vento virá caminhão em South Island | Polícia da Nova Zelândia

A tempestade de vento com rajadas prognosticas de até 160 km/h a 180 km/h decorrer de uma frente fria que se move para o Norte até South Island. Ventos destrutivos de Noroeste com rajadas de 160 km/h eram prognosticados com danos generalizados em Canterbury High Country e junto às montanhas. O MetService da Nova Zelândia advertiu para condições “muito perigosas” com “risco de vida” devido à queda de árvores e detritos voando.


A primavera na Nova Zelândia é a estação em que os episódios generalizados de ventos fortes são mais prováveis ​​no país devido à diferença de temperatura entre a Antártida, onde a cobertura de gelo estava em sua maior extensão durante o ano, e os trópicos. Ao Norte do país atuam áreas de alta pressão enquanto ao Sul sistemas de baixa pressão com frentes avançam para o território neozelandês.

Os centros de alta e baixa trazem enormes diferenças de pressão atmosférica entre os extremos Norte e Sul da Nova Zelândia com muito vento. Vento muito intenso é comum no país, mas o episódio do começo desta semana é mais forte do que o normal. Na última semana, a diferença de pressão entre o Norte e o Sul da Nova Zelândia chegou a 35 hPa.

Inverno na Nova Zelândia foi o mais quente já registado

A Nova Zelândia acaba de ter seu inverno mais quente já registrado que bateu o recorde que era justamente do ano passado. Dados climáticos oficiais de Niwa mostram que de junho a agosto a temperatura no país ficou 1,32ºC acima da média.

A última vez em que o recorde de inverno mais quente tinha sido batido por dois anos seguidos foi em 1971. Entre as estações meteorológicas do país, 76 tiveram um inverno quente recorde ou quase recorde.

De acordo com meteorologistas locais, temperaturas que eram recordes há 50 anos agora são  consideradas próximas do normal, já que sete dos dez invernos mais quentes foram desde 2000. “O que era considerado incomumente quente na época não é mais considerado incomum. O inverno de 1971 agora ocupa o 13º lugar no ranking de temperatura, enquanto o inverno de 1970 é o 18º”, explicou um meteorologista neozelandês.


Os anos 1970 e 1971, bem como os invernos de 2020 e 2021, foram influenciados pelo fenômeno La Niña com águas costeiras quentes, altas pressões frequentes e ventos mais de Norte e Nordeste do que o normal. “Esses invernos semelhantes, com décadas de diferença, mostram-nos que existem fatores naturais que determinam um inverno quente, mas as mudanças climáticas fizeram com que fossem muito mais quentes”, explicou a Meteorologia da Nova Zelândia.

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