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O verão climático terminou mês passado no Hemisfério Sul, contudo, março ainda tem expectativa de volumes altos de chuva no Sudeste em comparação a outros meses da climatologia.  Na capital paulista a média mensal de precipitação de março é de 229 mm enquanto abril tem 88 mm. Nesse contexto, apesar de a primeira semana ser marcada por tempo seco e quente em São Paulo, modelos indicam o retorno da chuva forte com potencial de altos volumes nesta primeira metade do mês.

Antes de mais nada, a rede de dados do Instituto Nacional de Meteorologia, INMET, aponta que o estado terminou fevereiro com chuva abaixo da média em várias regiões, em especial nas cidades da Metade Leste e na divisa com Mato Grosso do Sul. Em parte do Centro e Norte e na faixa litorânea a chuva teve acumulados altos e acima do normal para o mês, mas não foi a realidade da maioria das regiões.

Do mesmo modo a primeira semana de março ainda terá o domínio do ar seco com previsão de sol e calor típico de verão em grande parte das regiões paulistas. As maiores marcas de temperatura tendem a ser registradas em cidades do interior paulista, sobretudo, na Metade Oeste entre a região de Bauru e Araçatuba e São José do Rio Preto. A partir de sexta a instabilidade retorna de forma isolada na divisa com Minas Gerais, mas em grande parte das áreas o tempo não muda ainda.

Nesse contexto a sequência de mapas de projeção de temperatura máxima do modelo ICON alemão indica que o pico de aquecimento deverá ocorrer nas tardes desta quarta e quinta. As máximas no Oeste poderão passar de 35°C. Na grande maioria dos municípios do Centro, Oeste e Norte as máximas irão oscilar entre 31 e 33°C.

Por outro lado, nas faixas leste e sul o sol aparece entre períodos de maior nebulosidade de forma que a temperatura menos que interior. No vale do Ribeira e Paraíba, Litoral e região metropolitana o sol aparece entre períodos de céu nublado, mas sem chuva.

Seja como for o canal de umidade da Amazônia que estava atuando na direção do sul do continente tende a mudar gradualmente na direção do centro do país no final da semana. Como resultado a água precipitável aumenta muito sobre São Paulo e estimula a formação de nuvens e o retorno das pancadas de chuva.

Imediatamente o tempo começa a mudar no sábado com a chegada de instabilidade de Minas Gerais na direção do estado. Posteriormente entre o domingo e a segunda uma frente fria avança e espalha a chuva. Como resultado, pulsos de chuva forte com acumulados altos poderão ocorrer e há risco de transtornos. Há potencial de temporais em diversos pontos do estado.

Hoje modelos projetam que entre a noite de segunda e as primeiras horas da terça-feira, dia 10, será um dia de alto risco para o leste paulista, sobretudo, a faixa litorânea e o vale do Paraíba com risco de excessos de chuva. Se esse cenário se confirmar há risco de alagamentos e deslizamentos de terra. No mapa abaixo o modelo europeu projeta entre 100 e 200 mm entre a baixada Santista e o litoral norte, bem como, no Noroeste do estado na divisa com o triângulo mineiro.

Projeção de chuva para os próximos dez dias em São Paulo do modelo ECWF

 

Na capital paulista o sol predomina até o sábado. Em alguns períodos as nuvens aparecem, mas não há previsão de chuva. A temperatura entra em elevação e o calor retorna, sobretudo, na segunda metade da semana. Nas tardes de quarta e quinta as máximas oscilarão ao redor de 26 a 28°C.

Na sexta a temperatura chega a 31°C, no sábado passa de 33°C. O domingo será abafado em São Paulo, contudo, o tempo começa a mudar com pancadas de chuva entre a tarde e a noite com risco de temporais isolados. A máxima oscila ao redor de 30°C.

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