Volumes muito altos de chuva e em alguns pontos até excessivos a extremos devem ser esperados em três regiões do Brasil nos próximos 15 dias. Haverá acumulados em alguns estados tão altos quanto 300 mm a 500 mm em apenas duas semanas, o que levará a transtornos e riscos para a população.

METSUL
O mapa acima mostra a projeção de chuva acumulada em 15 dias do modelo do Centro Meteorológico Europeu (ECMWF) em todo o Brasil, que você tem acesso a qualquer hora em nossa seção de mapas (clique aqui para ter acesso).
Os dados indicam que os maiores acumulados devem se dar no Norte, Nordeste e no Sudeste do Brasil, embora volumes altos sejam indicados para o Mato Grosso, na região Centro-Oeste.
A chuva deve ser particularmente expressiva em setores do Norte e do Nordeste do Brasil, especialmente nas áreas que sofrem os efeitos da Zona de Convergência Intertropical, onde os acumulados podem ser excessivos.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é uma faixa de nebulosidade intensa e persistente que circunda o planeta próxima à linha do Equador, formada pelo encontro dos ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul.
Nessa região, o ar quente e úmido sobe com força, favorecendo a formação de grandes nuvens do tipo Cumulonimbus e a ocorrência de pancadas de chuva frequentes e, por vezes, volumosas.
Entre as áreas que podem ter chuva excessiva por conta da ZCIT estão o Amapá, Norte do Pará, Maranhão, Piauí e do Ceará, e ainda o Rio Grande do Norte. Entre as capitais com alto risco de chuva por vezes intensa e com transtornos estão Belém, São Luís e Fortaleza.
Estados como Amazonas, Pará, Amapá, Mato Grosso (Norte), Goiás (Norte), Tocantins, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia estão entre os que devem ter mais chuva no período com acumulados de 150 mm a 300 mm em vários pontos, mas acumulados superiores em algumas localidades nos casos dos estados mais ao Centro e Norte do país.
No caso de Minas Gerais, que vive uma situação de desastre na Zona da Mata, a chuva persiste com volumes altos em várias regiões do estado, mas tende a aumentar muito na região do Vale do Rio Doce e no Norte do estado, perto da Bahia.
Mais ao Sul de São Paulo, no Mato Grosso do Sul e no Sul do Brasil, a tendência é de diminuição da chuva neste fim de fevereiro e no começo de março. A diminuição da precipitação será maior na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, onde muitas cidades podem ficar até sete a dez dias sem chuva.
