Nos próximos 10 dias a chuva retorna forte e volumosa para o Centro e Sul do país. Um centro de baixa pressão atmosférica será o protagonista do tempo nos próximos dias com potencial para tempestades. O ciclone extratropical que irá se formar no mar na altura do Paraná será o deflagrador da chuva.

Antes disso um sistema frontal semi estacionário atua entre o Paraná e São Paulo hoje com previsão de chuva. Nos próximos dias a instabilidade terá reforço com a queda na pressão atmosférica que dará origem ao ciclone entre a quinta e a sexta-feira.


Nesse meio tempo o centro de baixa pressão se desloca de Norte para Sul, com formação inicial na alta de São Paulo e depois passando pelo Leste do Paraná, Santa Catarina até atingir o Nordeste gaúcho.

Entre a quarta e a quinta a expectativa é de a chuva ser mais significativa entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná com pulsos de forte intensidade que podem ser acompanhadas de raios. Não se descarta a ocorrência de queda de granizo em alguns pontos.

Como resultado a previsão é de volumes entre 50 e 100 mm diários nesses dias na região. A chuva forte poderá gerar transtornos, sobretudo, em áreas urbanas.


No Centro Oeste a chuva fica mais restrita ao sul da região, em Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo entre Mato Grosso e Goiás chove na faixa sul entre os dias 15 e 16 com baixos acumulados. Posteriormente chove em Goiás e Distrito Federal no fim de semana com potencial de chuva forte e temporais isolados.

Na Metade Norte do Rio Grande do Sul também chove nos próximos dias, contudo a instabilidade atua com mais força entre quinta e sexta-feira na medida em que ciclone se aproxima.

Nesse ínterim o volume de chuva diário aumenta muito na quinta e na sexta-feira, especialmente nas faixas Norte e Nordeste do Estado. Acumulados poderão passar de 200 somando os dois dias. A situação é mais crítica entre os Campos de cima da Serra e o Litoral Norte gaúcho onde modelos chegam a projetar 300 mm.

Por outro lado, entre Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo a instabilidade avança na segunda metade da semana. A chuva mais significativa deverá ocorrer entre os dias 16 e 18.


No Nordeste a chuva faz todo o contorno litorâneo. A sequencia de dias com instabilidade poderá gerar acumulados significativos. A tendência é de a chuva mais intensa ocorrer no fim da semana entre a Bahia e o Rio Grande do Norte.

No interior da região entre o Oeste da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sul do Maranhão e Piauí a expectativa é de manutenção de dias de tempo seco com calor a tarde.

No Norte um padrão típico de inverno se instala de forma que o sul da região tem pouca ou nenhuma chuva nos próximos 10 dias.

Em contrapartida no norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará a instabilidade se mantém presente e poderá chover forte em alguns momentos. A previsão é que a chuva mais volumosa da região se concentre nessas áreas.

Simultaneamente não chove entre o Sul do Pará e o Tocantins. Nessas regiões o tempo fica seco, com sol e baixa umidade do ar.