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MetSul Meteorologia adverte que a primeira metade de agosto será de condições muito atípicas no Rio Grande do Sul tanto na temperatura quanto no regime de precipitação. O mês de agosto, na climatologia histórica, é o terceiro mais frio do ano e com chuva em altos volumes a ponto de ser na média o mês mais chuvoso entre todos no caso de Porto Alegre. Os primeiros quinze dias de agosto em 2020, entretanto, prometem ser muito diferentes do que é o normal para o período.

Um padrão de bloqueio atmosférico vai se estabelecer, o que resultará em um período de tempo muito seco no Sul do Brasil. Em muitas áreas do Sul do país, se as projeções dos modelos de hoje se confirmarem, sequer deve chover nos primeiros 15 dias do mês.

A instabilidade ficará retida no Centro da Argentina e no Uruguai, onde as precipitações ficarão acima da média com risco de excessos e alta frequência de temporais de raios e, especialmente, de granizo. A Metade Sul gaúcha, pela sua proximidade com os países do Prata, deve ter chuva e mesmo assim os volumes não se desenham altos.

Marcante na primeira metade de agosto deve ser o comportamento bastante atípico da temperatura. Como as frentes frias não vão avançar pelo Sul do Brasil e, assim, não se espera o ingresso de ar polar, a primeira quinzena de agosto deve ter temperatura muito acima da média.

Isso não significa que serão 15 dias de calor. Na maior parte do período a temperatura estará agradável, quando o normal é fazer frio. Na segunda semana do mês o aquecimento será maior pronunciado com tardes de temperatura mais alta e algumas de calor.

Mesmo assim, as noites vão ter frio na primeira semana do mês por conta da atmosfera muito seca que traz uma grande amplitude térmica com acentuado resfriamento noturno e rápido aquecimento durante o dia. Em locais de grande altitude, como o Planalto Sul de Santa Catarina e a região de São José dos Ausentes, o tempo muito seco e aberto vai trazer mínimas muito baixas em alguns locais, inclusive negativas e com geada.

Isso se dará nas baixadas com mínimas muitíssimo mais altas sobre morros ou pontos mais altos distantes às vezes poucas centenas de metros. Haverá, assim, uma brutal variação de temperatura entre microclimas urbanos e rurais.

 

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