Prefeitura de Pelotas

O período de verão foi o mais seco já observado em Pelotas desde que se iniciaram os registros meteorológicos no século 19. E a chegada do outono não mudou muito a situação com chuva que até caiu, mas foi insuficiente. Municípios da região enfrentam escassez de água para consumos humano e animal e alguns entraram em racionamento. 

O engenheiro agrônomo e assistente técnico regional de sistemas de produção vegetal Emater/RS-Ascar, Evair Ehlert, informou ao Jornal Tradição que as culturas de verão estão finalizadas, como soja, milho grão, milho para silagem, feijão e arroz irrigado – único que beneficiou-se com a situação climática, com expectativa de colheita dentro da normalidade.

Segundo Ehlert, há prejuízos nas cadeias produtivas do tabaco, do leite e de bovinos de corte.


Na economia regional, a estimativa da Emater/RS-Ascar é que deixe de circular mais de R$ 1 bilhão devido aos prejuízos nos grãos, com grande perda na soja (R$ 713.101.916,33), conforme os dados divulgados na terça-feira (7). Ainda, soma-se o milho em grão (R$ 105.773.837,50), o feijão (R$ 4.593.386,76), o milho para silagem (R$ 21.898.416,00) e o tabaco (R$ 325.913.760,00).

A tendência é a chuva seguir abaixo da média nas próximas semanas. Uma frente fria trará chuva para o Sul gaúcho entre o final da segunda (13) e o começo da terça (14), mas com volumes que serão insuficientes para as necessidades hídricas da região.