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Olho do furacão Dorian fotografado da Estação Espacial Internacional

Serão precisos anos, talvez décadas, para que as ilhas Bahamas voltem a ser o que eram até domingo, antes da chegada do furacão categoria 5 Dorian com rajadas de 354 km/h.


O que as Bahamas enfrentaram entre domingo e ontem, quando o furacão começou a se afastar e perder força, vai além do pior cenário imaginável. Não somente Dorian foi o segundo mais intenso furacão já registrado (pelo critério de vento) em um século e meio de dados do Atlântico Norte como a tempestade inusitadamente permaneceu parada nas Bahamas por quase dois dias, aumentando a devastação ainda mais.

Não há precedentes que um furacão categoria 5 (máximo da escala Saffir-Simspon) tenha estacionado sobre uma região na climatologia. Com isso, o resultado somente poderia ser catastrófico.

Ilhas Abaco antes e depois do furacão Dorian (ESA)

O mar subiu sete metros, submergindo grande parte das ilhas. O vento extraordinário fez com que poucas casas e prédios ficassem de pé nas áreas mais atingidas, a despeito das Bahamas estar entre os locais mais preparados para tempestades no Caribe.

As cenas em pontos mais devastados lembravam as de cidades japonesas após as bombas atômicas. Nada sobrou, exceto ruínas.

A crise no país caribenho é descria como de proporções épicas e somente poderá ser enfrentada com um esforço internacional. Ontem, Dorian se afastava lentamente das Bahamas como um furacão categoria 2 e agora deve margear o litoral norte-americano.

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