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O canal primário de umidade da América do Sul segue sobre o Brasil Central, trazendo chuva freqüente para a região. Minas Gerais contabiliza três mortos e três desaparecidos por temporais com chuva intensa desde o fim de semana, além de estragos (foto). Quando o canal de umidade principal está mais ao Norte a chuva diminui no Sul e aumenta no Centro-Oeste e sobre o Sudeste do Brasil. Ao contrário, quando o canal está ao Sul, o que é comum durante o inverno, diminui a chuva ou seca no Centro-Oeste e no Sudeste. É como um coberto curto. Quando tapa uma ponta, descobre a outra, e vice-versa. Neste momento, o que se observa é o primeiro cenário.


E o quadro não vai se alterar no curto prazo. A tendência, segundo os modelos numéricos analisados pela MetSul Meteorologia, indica para os próximos dez dias precipitações volumosas ainda no Centro-Oeste e no Sudeste do Brasil, especialmente em Minas Gerais e Goiás com prováveis estragos em alguns municípios. Já aqui no Sul do Brasil, com o canal de umidade ao Norte, a chuva será reduzida em muitos locais da região e até escassa em alguns.

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No Rio Grande do Sul, a chuva será por demais irregular a ponto de em alguns pontos do Oeste do Estado sequer chover antes do dia 15 de dezembro. Algumas áreas que já sofrem com déficit hídrico tendem a ver o agravamento da situação com chuva escassa ou em volumes muitos baixos, sobretudo na Metade Sul gaúcha.

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