Equipes da CEEE Equatorial e da AXIA Energia intensificaram os trabalhos por terra, água e ar para reconstruir as torres de transmissão de energioa destruídas pelo forte vendaval que atingiu a região na quinta-feira, dia 6, e deixou Chuí e Santa Vitória do Palmar com o fornecimento de energia comprometido.

ARTE SOBRE FOTOS DA CEEE EQUATORIAL

A operação ocorre principalmente na Lagoa Mirim, onde as condições de acesso e o ambiente aquático tornam a reconstrução das estruturas uma tarefa de grande complexidade.

Helicópteros, embarcações, jet-skis, máquinas pesadas e equipamentos especiais estão sendo empregados para permitir que as equipes alcancem os pontos atingidos e reinstalem as estruturas.

Ao todo, 26 torres de transmissão foram danificadas, sendo 24 pertencentes à AXIA Energia e duas à CEEE Equatorial. As estruturas fazem parte do sistema responsável pelo abastecimento de energia elétrica de Chuí e Santa Vitória do Palmar.

Cerca de 90 profissionais participam da operação. O trabalho envolve retroescavadeiras, jet-skis, roupas especiais para atuação em água com baixas temperaturas e outros equipamentos de grande porte. Uma balsa também está sendo providenciada para funcionar como plataforma flutuante de apoio às equipes durante a reconstrução.

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Operação pelo ar

O trabalho aéreo tem papel estratégico na recuperação das torres. Um helicóptero é utilizado para transportar e posicionar estruturas e componentes das torres nos pontos onde as equipes trabalham.

A operação, entretanto, depende diretamente das condições meteorológicas. Os ventos fortes registrados na região impediram, na segunda-feira, que a aeronave realizasse com segurança o içamento e o encaixe das estruturas.

A interrupção da atividade aérea não significa paralisação da operação. Os equipamentos e as equipes permanecem mobilizados para retomar os trabalhos assim que houver uma janela segura para os voos. Nesta manhã, os trabalhos seguem concentrados na Lagoa Mirim.

Trabalho dentro da água

A recuperação também exige uma operação sobre a água. Os profissionais utilizam embarcações e jet-skis para chegar às estruturas danificadas, enquanto roupas especiais são empregadas para permitir o trabalho em condições de baixa temperatura.

A futura utilização de uma balsa deverá ampliar a capacidade de atuação no local, funcionando como uma espécie de plataforma flutuante para apoiar trabalhadores, máquinas e materiais durante as etapas de reconstrução.

Geradores de emergência gaarantem energia

Enquanto a infraestrutura de transmissão não é recuperada, a CEEE Equatorial adotou medidas emergenciais para reduzir os impactos sobre a população. Foram mobilizados 16 geradores, com capacidades entre 30 e 550 kVA, instalados em pontos considerados prioritários pelas prefeituras e pelas Defesas Civis.

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Os equipamentos atendem hospitais, postos de saúde, escolas, secretarias municipais, prefeituras, assistência social e outros serviços essenciais em Chuí e Santa Vitória do Palmar.

A distribuidora também disponibilizou dois veículos equipados com antenas Starlink para garantir conectividade nas prefeituras dos dois municípios. A empresa ainda ofereceu um gerador à Vivo, em uma tentativa de contribuir para a manutenção do serviço de internet e comunicação na região.

Segundo a CEEE Equatorial, a definição dos pontos atendidos e da potência dos geradores foi feita em conjunto com as prefeituras e as Defesas Civis dos municípios e do Estado.

A companhia afirma que as equipes permanecem mobilizadas de forma ininterrupta para concluir a reconstrução e restabelecer o atendimento normal o mais rapidamente possível. A evolução do serviço, contudo, continuará condicionada às condições meteorológicas, especialmente aos ventos que podem limitar as operações aéreas e o trabalho sobre a Lagoa Mirim.