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Após o desastre climático do mês passado os modelos indicam uma nova onda de chuva e temporais em Minas Gerais na segunda semana de março. A MetSul adverte antecipadamente que poderá ser um período de vários dias de chuva com expectativa novamente de acumulados altos a muito altos na Metade Sul do Estado e na Zona da Mata.

Fevereiro de 2026 ficará marcado na história climática de Minas Gerais após o desastre na Zona da Mata com um saldo aterrorizador de 70 mortos e ainda 5 desaparecidos. O volume de chuva foi excepcional e o mês terminou com mais de 700 mm de chuva em Juiz de Fora, o mês mais chuvoso na cidade desde 1961 na região. No município de Coronel Pacheco o Instituto Nacional de Meteorologia anotou 412 mm.

Entre hoje e o sábado a tendência é de o sol predominar com previsão de aquecimento gradual e sensação de abafamento em grande parte das regiões. Pancadas de chuva ocorrerão durante as tardes e isoladamente poderão ter forte intensidade. As maiores marcas de temperatura deverão ocorrer no Triângulo mineiro com até 35°C. Na maior parte do estado  as máximas irão oscilar ao redor de 30°C.  No entanto, trata-se de chuva convectiva gerada pelo calor e, portanto, mal distribuída e com efeitos pontuais.

A partir de domingo, o cenário atmosférico tende a mudar gradualmente com a chegada de uma frente fria que terá na retaguarda um sistema de alta pressão atmosférica. A frente fria irá favorecer um período de vários dias de chuva e temporais na região mineiras. Modelos projetam que as áreas da Metade Sul de Minas Gerais e o centro/leste tendem a ser as mais impactadas. Portanto, a Zona da Mata entra na rota dos picos de chuva volumosa. Como resultado, a temperatura irá oscilar menos, sobretudo, em cidades da Metade Sul e Leste do estado.

Três fatores preocupam diante dessa projeção: o primeiro é a vulnerabilidade da região após o desastre de fevereiro após deslizamentos de terra em vários municípios da região; o segundo o potencial de altos acumulados e o terceiro a sequência de dias úmidos e com condições de chuva.

O período persistente de chuva deixa o solo encharcado e eleva o risco de novos escorregamentos nas regiões de encostas da Metade Sul e leste do Estado na segunda semana de março.

Nesse sentido, os picos de chuva forte associados a tempestades com vento e raios potencializa o risco de alagamentos e transtornos em áreas urbanas.

Projeção dos modelos

Ao avaliar a projeção de chuva acumulada nos próximos 10 e 15 dias, dos modelos canadense e europeu, respectivamente, os totais de chuva tendem a ser muito altos.

Nesse período a chuva tende a aumentar de volume a partir de domingo com a chegada da frente fria. A próxima semana terá chuva em praticamente todos os dias, especialmente na Metade sul e leste de Minas Gerais com impactos no Rio de Janeiro e parte de São Paulo.

O mapa de projeção do acumulado de chuva para os próximos dez dias indica volumes altos entre o Sul, centro e Leste de Minas Gerais. A previsão do modelo canadense projeta uma grande área com volumes na faixa de 100 a 200 mm. Em áreas menores  (legenda – marrom escuro) o modelo projeta entre 200 a 300 mm.

Projeção da chuva acumulada nos próximos dez dias pelo modelo canadense em Minas Gerais/ METSUL

 

O mapa de chuva acumulada em 15 dias do modelo europeu indica uma extensa área com acumulados na faixa de 100 a 150 mm e uma segunda área muito relevante (marrom escuro) com projeção de acumulados de 200 a 250 mm. Embora o mapa projete 15 dias, grande parte desse acumulado deverá ocorrer a partir do dia 10 de março, ou seja, num período mais curto. Além disso, o modelo projeta em pontos mais isolados volumes críticos ao redor de 300 mm.

Previsão do volume de chuva acumulado nos próximos quinze dias pelo modelo europeu/ METSUL

 

 

 

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