A MetSul Meteorologia previa no Correio do Povo que a terça-feira poderia ter nevoeiro prolongado e que poderia manter-se mesmo até durante a tarde. Foi o que ocorreu em Porto Alegre, onde a restrição de visibilidade voltou a afetar milhares de pessoas com atrasos e cancelamentos de voos no Aeroporto Internacional Salgado Filho (foto abaixo de Vinicius Roratto do Correio) com tempo fechado o dia todo. A terça-feira cinzenta foi marcada por manhã com nevoeiro e névoa úmida à tarde.


Difícil de acreditar para quem estava na Capital ontem, mas grande parte do interior gaúcho, especialmente a Metade Oeste, registrou uma tarde com sol após um começo de manhã com nevoeiro na maioria das cidades. Foi principalmente na área de Porto Alegre e área da Depressão Central que o nevoeiro foi mais longo com a cobertura de nuvens baixas se prolongando.

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Imagem de satélite da tarde mostrava muitas áreas ontem ainda com presença de nevoeiro e nuvens baixas

A visibilidade foi problema também para os vizinhos. A cerração fechou os portos de Montevidéu, Buenos Aires e La Plata. Os aeroportos de Ezeiza e Aeroparque, em Buenos Aires, e de Carrasco, em Montevidéu, apresentaram vários voos com atraso.

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Imagem de satélite mostrava que enorme área da província de Buenos Aires estava sob nevoeiro na manhã de ontem

O prometido equipamento de ILS-2 deve reduzir os transtornos no Salgado Filho nos dias de nevoeiro, mas seguiremos ainda com problemas em jornadas de visibilidade bastante baixa. Junho é o mês com maior incidência de nevoeiro em Porto Alegre, conforme um estudo realizado pela Meteorologia da Força Aérea Brasileira. O período mais crítico é de maio a agosto, mas junho encabeça o ranking do número de dias com nevoeiro. Entre 1998 e 2006 foram 63 dias com registro do fenômeno. E na Copa do Mundo que começa exatamente daqui a um ano ? Será maior ou menor a incidência de nevoeiro ? O fenômeno é de previsão de curto prazo, logo complicado se estabelecer tendência de longo prazo, mas muito dificilmente o fenômeno não se fará presente na Capital na Copa. O que varia de ano para ano é a frequência de nevoeiro no inverno. Se, por exemplo, houver El Niño na metade de 2014, o que hoje é virtualmente impossível se prognosticar, não só choveria mais em Porto Alegre durante o Mundial como haveria maior incidência de nevoeiro no aeroporto.