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Uma poderosa onda de frio, acompanhada por neve intensa, gelo e temperaturas extremas, provoca mortes e grandes transtornos em diferentes regiões da Europa nesta semana. Trata-se de uma das maiores nevascas em anos no continente europeu e afeta diversos países.

LUDOVIC MARIN/AFP/METSUL

Pelo menos seis pessoas morreram em acidentes relacionados às condições meteorológicas adversas, segundo autoridades locais e serviços de emergência de países do continente.

Na França, cinco mortes foram confirmadas em decorrência de acidentes provocados por pistas escorregadias, formação de gelo negro e visibilidade reduzida durante episódios de neve intensa.

Três dessas mortes ocorreram no departamento de Landes, no Sudoeste francês, onde veículos derraparam em estradas cobertas por gelo, causando colisões e capotamentos.

Outras duas vítimas foram registradas na região de Paris. Um motorista morreu após colidir com um caminhão pesado no leste da capital francesa.

Em outro acidente, um táxi perdeu o controle devido à neve, atingiu um meio-fio e caiu no rio Marne, resultando na morte do passageiro.

Autoridades francesas relataram ainda dezenas de feridos em acidentes de trânsito e alertaram para o risco elevado de novos incidentes devido à persistência do frio.

O serviço nacional de meteorologia da França colocou 38 departamentos em alerta laranja para neve e gelo, indicando condições perigosas para deslocamentos.

O ministro dos Transportes, Philippe Tabarot, pediu que a população evite viagens desnecessárias e, sempre que possível, adote o trabalho remoto.

O impacto foi severo no transporte aéreo. O aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, cancelou cerca de 40% dos voos durante a manhã de quarta-feira.

No aeroporto de Orly, também na capital francesa, aproximadamente 25% das partidas e chegadas foram suspensas para permitir a remoção de neve e o degelo das aeronaves.

Centenas de passageiros ficaram retidos nos terminais parisienses, enfrentando atrasos, cancelamentos e longas filas em busca de informações.

A situação foi semelhante na Holanda, onde o aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, cancelou mais de 400 voos em um único dia.

A companhia aérea KLM informou que cancelou preventivamente outras 600 operações, tentando evitar que passageiros ficassem presos no aeroporto durante a piora do tempo.

A empresa admitiu dificuldades no abastecimento de fluido anticongelante e classificou o episódio como um dos mais severos enfrentados nos últimos anos.

Passageiros relataram caos nos saguões, filas de várias horas e escassez de informações sobre remarcações e hospedagem.

ERIC BARADAT/AFP/METSUL

Além do transporte aéreo, o sistema ferroviário holandês também foi afetado. Todos os trens chegaram a ser suspensos temporariamente após uma falha no sistema de TI.

Embora alguns serviços tenham sido retomados, várias linhas permaneceram interrompidas, especialmente nas áreas próximas a Amsterdã, agravando o impacto da nevasca.

Serviços internacionais, como o Eurostar entre Amsterdã e Paris, registraram cancelamentos e atrasos significativos.

Nos Bálcãs, a combinação de neve pesada e chuva intensa causou alagamentos, interrupções no fornecimento de energia e acidentes fatais.

Na capital da Bósnia-Herzegovina, Sarajevo, uma mulher morreu após ser atingida por uma árvore que caiu sob o peso da neve molhada.

A cidade acumulou cerca de 40 centímetros de neve, dificultando a circulação de veículos e pedestres e exigindo operação contínua de limpeza urbana.

GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP/METSUL

Na Sérvia, autoridades locais decretaram medidas emergenciais em municípios do oeste do país devido a estradas bloqueadas e risco de novos deslizamentos.

O mau tempo também atingiu a Croácia e Montenegro, onde ventos fortes e mar agitado provocaram danos na costa do mar Adriático.

Na Alemanha, o frio foi intenso, com temperaturas abaixo de -10°C em várias regiões do sul e do leste do país.

Meteorologistas alemães alertam para a chegada de uma nova tempestade de inverno, com expectativa de neve ainda mais intensa nos próximos dias.

No Reino Unido, a onda de frio provocou temperaturas de até -12,5°C, a menor marca do inverno até agora.

Centenas de escolas foram fechadas, e o transporte ferroviário, rodoviário e aéreo sofreu interrupções em diferentes regiões do país.

Eventos esportivos foram cancelados, e aeroportos chegaram a suspender temporariamente as operações devido à formação de gelo nas pistas.

OLI SCARFF/AFP/METSUL

Na Itália, o norte do país registrou temperaturas abaixo de zero, com neve em cidades de baixa altitude como Bolonha.

Enquanto isso, regiões centrais e do sul italianas enfrentaram chuvas persistentes, que elevaram o nível do rio Tibre, em Roma.

O prefeito da capital italiana restringiu o acesso a parques e áreas arborizadas após a queda de árvores provocada pelo solo encharcado.

Especialistas alertam que a combinação de frio extremo, neve e chuva continuará afetando grande parte da Europa nos próximos dias.

Autoridades reforçam que a população deve acompanhar os avisos meteorológicos e evitar deslocamentos não essenciais.

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