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Um incêndio florestal na Margem Norte do Grand Canyon já destruiu pelo menos 50 estruturas, incluindo um alojamento histórico dentro do popular ponto turístico norte-americano e maravilha natural, informaram as autoridades.

GRAND CANYON NPS

Centenas de bombeiros, atuando por terra e ar no Arizona, estão combatendo o incêndio conhecido como Dragon Bravo. Mais de 500 turistas e funcionários do parque foram evacuados desde que o fogo começou em 4 de julho, aparentemente causado por um raio.

Na noite de sábado, as chamas se intensificaram rapidamente devido a ventos constantes com rajadas de até 64 km/h, segundo o Serviço Nacional de Parques.

Segundo avaliações preliminares, o fogo destruiu entre 50 e 80 estruturas, incluindo prédios administrativos, uma estação de tratamento de água e um edifício histórico conhecido como Grand Canyon Lodge.

É o único local dentro do parque, na Margem Norte, onde os visitantes podem pernoitar. O lodge foi reconstruído na década de 1930 após ser destruído por um incêndio e foi declarado monumento histórico nacional em 1987.

Queimando há mais de uma semana, o incêndio foi inicialmente administrado pelas autoridades federais sob uma estratégia de confinamento e contenção — em vez de ser combatido de forma agressiva para extinção imediata.

A governadora do Arizona, Katie Hobbs, criticou essa abordagem e pediu uma investigação independente. “Um incidente dessa magnitude exige supervisão intensa e escrutínio sobre a resposta emergencial do governo federal”, escreveu ela na rede X.

“Eles devem agir com firmeza para conter o incêndio e evitar novos danos. Mas os habitantes do Arizona merecem respostas sobre como esse fogo foi permitido a ponto de devastar o Parque Nacional do Grand Canyon”, afirmou a governadora democrata.

As autoridades anunciaram que a Margem Norte permanecerá fechada pelo restante da temporada turística, que vai até meados de outubro. Os bombeiros também estão combatendo um segundo incêndio cerca de 56 quilômetros ao norte do Dragon Bravo, na Floresta Nacional de Kaibab.

Estradas foram interditadas, mas a Margem Sul do cânion, mais popular entre os turistas, segue aberta. Dezenas de incêndios estão ativos no Oeste dos Estados Unidos, à medida que o país entra em uma temporada seca e perigosa para queimadas.

A região enfrenta desafios adicionais porque o governo Trump cortou verbas e pessoal de agências federais que atuam na prevenção e combate a incêndios e outros desastres naturais.

Uma das maiores maravilhas do mundo natural, o Grand Canyon é resultado da ação do rio Colorado ao longo de milhões de anos, escavando camadas de arenito vermelho e outras rochas, criando um abismo de até 29 quilômetros de largura e mais de 1,6 km de profundidade. No ano passado, quase cinco milhões de pessoas visitaram o famoso local.

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