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Imagens aéreas mostram um grande número de queimadas no Norte do Rio Grande do Sul. Em voo entre o Aeroporto Internacional Salgado Filho e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o comandante Cristiano Aita Noro registrou inúmeras colunas de fumaça de queimadas em São Francisco de Paula ao sobrevoar os Campos de Cima da Serra.

Cristiano Aita Noro

Cristiano Aita Noro

Registros por satélite do Fire Information for Resource Management System (FIRMS), da NASA, nos últimos cinco dias, mostra uma grande quantidade de focos de calor no Nordeste gaúcho, em particular nos Campos de Cima da Serra. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente nos primeiros cinco dias de agosto o Rio Grande do Sul teve 253 focos de calor, número muito alto ao se considerar que a média histórica de todo o mês é de 853.

FIRMS/NASA

No Rio Grande do Sul, o emprego do fogo em vegetação nativa herbácea campestre é comum entre os meses de agosto e outubro, depois do período de geada, nos Campos de Cima da Serra. Após anos de discussão e cercada de polêmica, a Lei n° 13.931/2012 atribuiu ao poder público municipal a competência para autorizar e fiscalizar o uso de fogo como prática de manejo controlado em pastagens, em áreas não mecanizáveis, desde que não seja de forma contínua, para limpeza, remoção de touceiras de palhadas e até que seja viabilizada tecnologia alternativa que venha a substituir esta prática.

Decreto do governo federal de julho deste ano proíbe queimadas em todo o Brasil, mas permite as chamadas “queimas controladas” em áreas não localizadas na Amazônia Legal e no Pantanal, desde que a ação seja “imprescindível para a realização de práticas agrícolas e haja uma autorização prévia de órgão ambiental estadual”. 

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