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Enchentes catastróficas atingem o Havaí e provocam uma das mais graves crises recentes no arquipélago, com milhares de evacuados, centenas de resgates e danos generalizados em várias ilhas. Chuvas extremamente intensas elevaram rios e reservatórios a níveis críticos, inundaram comunidades inteiras, arrastaram veículos e deixaram moradores isolados. Autoridades classificaram o episódio como o mais severo em cerca de duas décadas.

Enchentes no Havaí

SGT. OLIVIA COWART/US ARMY/AFP/METSUL

A situação mais crítica ocorreu na ilha de Oahu, onde a represa Wahiawa Dam entrou em nível de alerta máximo. O risco iminente de falha da estrutura levou à evacuação imediata de cerca de 5.500 pessoas em áreas a jusante. Sirenes de emergência foram acionadas e alertas enviados por celular orientaram a saída urgente dos moradores.

Equipes de resgate atuaram de porta em porta em comunidades ameaçadas, enquanto o trânsito ficou congestionado com a retirada em massa da população. Centros de acolhimento foram abertos para receber desabrigados, e não houve registro de mortes até o momento, apesar de dezenas de chamados de emergência de pessoas ilhadas pelas águas.

O episódio foi provocado por um sistema conhecido como Kona Low, que trouxe volumes excepcionais de chuva. Em algumas áreas, os acumulados superaram 500 mm em poucos dias, com registros superiores a 300 mm em apenas 24 horas. A chuva persistente fez rios transbordarem rapidamente e causou enxurradas violentas.

Ao menos 196 pessoas foram resgatadas até o fim de sexta-feira, incluindo dezenas em áreas de camping. Em vários pontos, a força da água destruiu estruturas, comprometeu pontes e abriu crateras em vias. Há relatos de colapso parcial de edificações e danos significativos à infraestrutura.

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O impacto se estendeu além de Oahu, atingindo também Maui e a Ilha Grande do Havaí, com prejuízos a hospitais, estradas, aeroportos e escolas. A Guarda Nacional do Havaí mobilizou cerca de 200 militares para apoiar as operações de resposta.

O fornecimento de energia também foi afetado, com mais de 8 mil imóveis sem luz no pico da crise. O número diminuiu nas horas seguintes, mas autoridades alertaram para o risco de fios energizados caídos em áreas inundadas.

Apesar de uma leve estabilização no nível da represa, o risco não foi totalmente descartado. Bandas de chuva persistentes ainda podem elevar novamente os níveis de água a patamares perigosos, mantendo o estado de alerta nas áreas mais vulneráveis.

A previsão indica mais chuva, embora com tendência de diminuição gradual a partir desta segunda-feira. Ainda assim, autoridades alertam que o solo saturado e os rios elevados mantêm o risco de novas inundações repentinas nos próximos dias.

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