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A semana começa com uma grande mudança do tempo com a chegada da segunda massa de ar frio de maior intensidade do ano e a perspectiva de chuva forte no Sudeste do Brasil com o avanço da frente fria na dianteira da massa de ar frio.

Mudança do tempo

COMPOSIÇÃO DE FOTOS DE ALEX ROCHA/PMPA E BRUNO ESCOLASTICO SOUSA SILVA/NURPHOTO/AFP/METSUL

Estações meteorológicas registraram nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul mínimas de 9,7ºC em Pinheiro Machado; 10,4ºC em Herval; 11,3ºC em Hulha Negra; 11,5ºC em Aceguá; 11,6ºC em Livramento e Jaguarão; e 11,9ºC em São José dos Ausentes e Dom Pedrito.

Os termômetros indicaram ainda hoje cedo 12,2ºC em Pelotas; 12,5ºC em Piratini e Lavras do Sul; 12,6ºC em Quaraí; 12,7ºC em Cambará do Sul, Cerrito e Canguçu; 12,8ºC em Uruguaiana e Santa Vitória do Palmar; 12,9ºC em Candiota; e 13,0ºC em Arroio Grande.

A previsão da MetSul Meteorologia indica que a madrugada desta terça-feira deve ser ainda mais fria com marcas de 10ºC a 13ºC em muitas cidades do Rio Grande do Sul e mínimas de um dígito em diferentes localidades, especialmente de maior altitude.

Os termômetros podem indicar até temperaturas mínimas ao redor ou abaixo de 5ºC nos Campos de Cima da Serra (região de São José dos Ausentes) e no Planalto Sul de Santa Catarina com uma possibilidade marginal de geada fraca e isolada nas baixadas e fundos de vales.

Ao mesmo tempo, a frente fria que avança na dianteira da massa de ar frio vai provocar muita chuva no Sudeste do Brasil. Com uma baixa pressão na costa, alertamos para o risco de chuva localmente forte a intensa nesta segunda-feira no litoral de São Paulo e na região da capital paulista e no estado do Rio de Janeiro durante a terça.

A frente vai desencadear o segundo episódio de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) de 2026 com chuva muito volumosa e localmente excessiva a extrema ao longo desta semana no Centro-Oeste e, sobretudo, no Sudeste do Brasil.

A atuação de uma frente fria associada a uma massa de ar frio, avançando pelo oceano a partir do Sul do país, vai organizar o corredor de umidade típico da ZCAS. Uma área de baixa pressão no Atlântico contribuirá para intensificar o transporte de umidade, favorecendo vários dias seguidos de chuva intensa.

Os dados de modelos numéricos de previsão do tempo indicam para a semana volumes generalizados acima de 100 mm em muitas áreas, com acumulados que podem variar de 100 mm a 200 mm em poucos dias, mas com marcas isoladas acima de 300 mm.

O maior risco concentra-se em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde o cenário é considerado de grande perigo por chuva excessiva e até extrema. Capitais como Goiânia, Belo Horizonte e Vitória estão entre as que mais preocupam, embora Brasília e o Rio de Janeiro também possam registrar episódios de chuva forte a muito forte.

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