A notícia da nuvem de gafanhotos no Norte da Argentina e próxima do Oeste do Rio Grande do Sul impressionou muita gente. Noticiada pela MetSul ontem e com grande repercussão nos meios de comunicação locais e nacionais hoje, a notícia dos gafanhotos gerou um movimento de comentários nas redes sociais incomum. 

Há algo incomum?

Por mais de uma década, especialistas observam um crescimento da população de gafanhotos entre o Paraguai e a Bolívia. Advertiam que um dia, sob condições favoráveis, migrariam para o Sul. Foi o que se viu agora com uma estiagem histórica e tempo quente.

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Pragas de gafanhotos não são novidade na história da Argentina. Já no século 19 publicações de Meteorologia noticiavam a praga. Na primeira metade do século 20 houve vários episódios de lavouras devastadas por gafanhotos no país. Tanto que a Argentina possui um programa nacional de monitoramento e enfrentamento.

A MetSul Meteorologia localizou uma notícia de 1944 sobre gafanhotos na capital argentina. Naquele ano, o jornal A Manhã do Rio de Janeiro trazia a manchete no alto de sua capa: “Gafanhotos invadem Buenos Aires”. 

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Nesta região onde hoje está a nuvem de gafanhotos fazia mais de 70 anos que eles não apareciam. A engenheira agrícola Mariela Pletsch, diretora da área de Produção Vegetal e Saúde do Ministério de Produção da província de Corrientes, disse hoje que os gafanhotos não atacam os seres humanos, mas apenas comem “tudo o que é vegetal e está na estrada”.

Segundo ela, há 73 anos uma nuvem de gafanhotos não entrava em Corrientes – que faz fronteira com o Oeste do Rio Grande do Sul – e que as condições climáticas foram favoráveis.