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Frente quente está em formação entre o Centro da Argentina, o Uruguai e o Sul do Rio Grande do Sul com áreas de instabilidade que podem trazer chuva localmente forte, raios e granizo isolado.

Imagem de satélite da frente quente

Frente quente começa a se formar sobre o Uruguai | METSUL

A frente quente se forma a partir do avanço de uma massa de ar quente sobre ar mais frio ao Sul. Hoje (5), o Rio Grande do Sul teve um dia de calor com máximas acima dos 30ºC em várias regiões gaúchas.

A massa de ar quente tomou que conta do estado foi responsável nesta terça por máxima de 34,7ºC no interior, registrada em Colinas, no Vale do Taquari. Já a Grande Porto Alegre anotou 32,4ºC em Campo Bom e Porto Alegre foi a 30,3ºC.

O instituto meteorológico do Uruguai (Inumet) alerta para o início de um período de instabilidade pela frente quente com previsão de tempestades fortes, localmente severas, além de chuva de intensidade variada e rajadas de vento.

O cenário se agrava no Uruguai entre a noite de quarta-feira (6) e a madrugada de sexta (8) com a chegada desta vez de uma frente fria que deve atuar sobre todo o território uruguaio.

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O sistema pode provocar tempestades fortes a severas com acumulados elevados de chuva, entre 60 mm e 100 mm em 12 horas, especialmente no Centro-Sul, Leste e Nordeste uruguaio. Durante as instabilidades, há risco de intensa atividade elétrica, chuva volumosa, rajadas de vento muito fortes e até queda de granizo.

No Rio Grande do Sul, os efeitos desta frente quente serão sentidos nesta noite e mais na primeira metade da quarta-feira (6) na Campanha e no Sul gaúcho, com pancadas de chuva que isoladamente podem ser fortes, raios e ocasional queda de granizo. Nas demais regiões gaúchas, o sol aparece e faz calor ao longo desta quarta. A frente fria chega ao estado pelo Oeste no final da quinta (7) e cruza pelo estado na sexta (8) com tempo severo.

Começa a época das frentes quentes

Frentes quentes são comuns durante os meses mais frios do ano no Rio Grande do Sul e países vizinhos, como a Argentina e o Uruguai. Junho, a propósito, é o mês com maior incidência do fenômeno.

Por que não ouvimos falar de frente quente no verão e sim no inverno? Porque a dinâmica que gera a sua formação é o avanço de ar quente a partir do Norte sobre uma massa de ar frio. Como no verão o predomínio é de ar quente não há avanço de ar quente sobre ar frio porque as massas de ar que atuam sobre o território gaúcho são de temperatura alta. É um erro pensar que frente quente significa calor.

O aquecimento ocorre nas regiões ao Norte da frente com tempo aberto e sol, o que no caso desta quarta-feira será na maior parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná.

CHUVA FORTE, RAIOS E GRANIZO EM FRENTE QUENTE

Sistemas frontais quentes são pródigos em causar chuva forte a torrencial. Alguns dos eventos de chuva volumosa mais notáveis em junho no Rio Grande do Sul se dão justamente em consequência de frentes quentes. Como neste tipo de sistema se formam nuvens muito carregadas há potencial para chuva com elevados volumes em poucas horas com pancadas fortes a torrenciais.

Com ar quente avançando em altitude sobre ar frio em superfície a atmosfera fica muito instável. Por isso, quando uma frente quente atua é comum termos uma grande quantidade de raios acompanhando a instabilidade e queda isolada de granizo. Em alguns episódios de frentes quentes, o que não é o caso deste, o granizo pode ser de maior tamanho e cair em um alto número de municípios.