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O evento fraco e muito tardio do fenômeno El Niño, declarado no último verão, quando o normal é que tenha início no inverno ou na primavera, está perto do fim. Comunicado da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) diz que o episódio do fenômeno deve chegar ao fim em no máximo 30 a 60 dias. Já para os australianos, que utilizam critérios diferentes dos norte-americanos, não há El Niño no momento e o Pacífico encontra-se em estado de neutralidade.


É difícil, de fato, segundo a análise da MetSul, enxergar condições Niño hoje. Há uma enormeárea com águas mais frias que o normal no Centro-Leste do Pacífico e as anomalias de temperatura da superfície do mar dificilmente têm se mantido acima do patamar de El Niño nas últimas semanas.

O resfriamento do Pacífico Leste implica em diminuição da chuva no Sul do Brasil, o que se verifica desde junho, e favorece no inverno episódios pontuais de frio muito intenso, como que tivemos. Por isso, informações que circulam em alguns meios de que não terá mais inverno após a grande onda de frio da última semana, não fazem sentido. A próxima semana reserva dias frios e ainda neste inverno não se pode afastar outra intensa onda de frio, apesar de difícil repetir a potência da última.


Pros próximos meses, a maioria dos modelos indica neutralidade, mas há simulações sugerindo até a possibilidade de La Niña.  Condições de El Niño são improváveis na próxima primavera e no verão. 

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