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Um dos motivos para a nossa e sua conta de luz estar mais cara é a chuva mais escassa neste ano no Brasil. O reflexo se enxerga nas bandeiras tarifárias e se sente no bolso.

Em pleno inverno algumas regiões de Santa Catarina enfrentam um quadro de estiagem. O mercado de energia atenta para um indicador chamado Energia Natural Afluente (ENA). Na terça-feira, a ENA para o Sul do Brasil era de tão-somente 2510 MWmed contra uma média histórica (1931-2016) para agosto de 10312 MWmed. Ontem, esse índice subiu para 4506 MWmed após chuva mais expressiva em parte do Paraná e em Santa Catarina. Muitas localidades catarinenses registraram acumulados de 50 mm a 75 mm e rios que estavam na cota de emergência pela seca na terça passaram ao estado de normalidade. No Sudoeste do Paraná, na área de Itaipu, choveu mais de 50 mm.


Chuva está abaixo da média em grande parte do Brasil neste ano

No Sudeste do Brasil, onde agosto tem tido mais chuva que o normal em diversos locais, depois de dois meses muito secos, o boletim do Operador Nacional do Sistema (ONS) de ontem informou uma Energia Natural Afluente na região de 164943 Mwmed, abaixo da média histórica de agosto de 20211 MWmed. No Nordeste do Brasil, ontem a ENA era de 1261 MWmed contra uma normal em agosto de 3400 MWmed. Já no Norte do país, a ENA divulgada ontem foi de 2260 MWmed, quando a média histórica do mês é de 3226.


Logo, todas as regiões monitoradas pelo ONS estão com valores de ENA em patamar abaixo da média histórica. Frente fria traz chuva generalizada no Sul agora no final da semana e espera-se que setembro seja mais chuvoso no Sul do Brasil. Com a perspectiva de El Niño, o último trimestre do ano pode ter eventos mais expressivos de chuva na parte meridional do país, particularmente no Rio Grande do Sul em que as bacias do Uruguai e do Jacui são as mais importantes para o mercado energético.

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